Denise Pahl Schaan & Outros (Orgs.) – Remando Por Campos E Florestas: Memórias & Paisagens Dos Marajós
Apresenta de forma didática, a Geografia, Historia e Cultura do Arquipélago do Marajó, no Estado do Pará, além de histórias do folclore local, narrativas dos residentes e modo de vida no local.
Destaca a dimensão do trabalho de construção e do alcance de produzir material didático-pedagógico para o ensino transversal de conteúdos de História, Arqueologia e patrimônio cultural no arquipélago, lugar que é o orgulho maior dos paraenses.
O trabalho foi elaborado a partir de muitos encontros e realização de oficinas de diálogo e experiências, fotos retiradas dos baús da memória, além de horas a fio de discussão e revisão.
Ao idealizar o projeto Por Campos e Florestas, Denise Pahl Schaan e Agenor Sarraf Pacheco, dois apaixonados pelo Marajó, não imaginavam a dimensão do trabalho de “construção” e do alcance de produzir material didático-pedagógico para o ensino transversal de conteúdos de História, Arqueologia e Patrimônio Cultural no arquipélago, lugar que é o orgulho maior dos paraenses.
Com entusiasmo e competência os coordenadores da proposta que, hoje, vem a lume, foram reunindo pares, professores da rede pública dos diversos municípios marajoaras e demais pesquisadores, para “pelejar” pela causa.
O trabalho foi arquitetado e tecido nas malhas do tempo e dos muitos encontros nos Marajós e em Belém, que compreenderam oficinas de diálogo e experiências, elaboração de textos escritos com conhecimento de causa, fotos retiradas dos baús da memória e horas a fio de discussão e revisão.
Documentos que, cuidadosamente, foram caindo nas malhas da rede de saberes tradicionais que inundam as páginas do “nosso livro” apresentando a plasticidade dos conhecimentos e a urgente necessidade de colocar o saber local na pauta da educação escolar nos Marajós.
O trabalho foi possível porque todos se acreditavam participar de um empreendimento que reforçaria o fato de serem marajoaras de nascimento ou de coração, por pertença ou por adesão.
Do primeiro encontro, lembro o entusiasmo das declarações, respondendo às perguntas “quem é você”? E … “por que participa do projeto”? Enfaticamente, alguém respondeu: sou marajoara, daquelas que saiu cedo de casa para tentar a vida.
E outro, logo acrescentou: nasci na Vila de Joanes, distrito de Salvaterra, onde moro até hoje. Ou: Vim para a Ilha do Marajó recém-nascida, sou marajoara de coração; hoje, com sonhos realizados, me considero marajoara!

 

Camisa Bailarina

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