Flávio Romero Guimarães – Diálogos Silenciosos

Diálogos Silenciosos constrói um tecido literário cuja tessitura é elaborada na teia social onde estão inseridos seus interlocutores.

Flávio Romero Guimarães – Diálogos Silenciosos

O autor de Diálogos Silenciosos nos presenteia com uma temática plural em que podemos perceber a sua fluidez verbal, a sua proficiência de escritura e o seu discurso sempre dialógico, ideológico e reflexivo!

É como se ele fizesse um “mapeamento da alma”, nos convidando a refletir sobre a vida, o amor, a solidão, a felicidade, a finitude da existência, o homem, a natureza, a política, a catarse, a paixão, os sentimentos, a vida acadêmica, o tempo, os sonhos…

Podemos perceber, então, que Diálogos Silenciosos é um “caldeirão heteroglóssico”, onde sob o curso de uma postura crítica, devemos assumir uma atitude hermenêutica que possa educar nosso olhar para mergulhar na profundidade do texto e buscar o discurso silencioso, isto é, o que não é aparente.

Um olhar que queira ver o invisível, vislumbrando a possibilidade de descobrir aspectos relevantes sobre o objeto lido, observado, como nos orienta Ghedin e Franco.

Para tanto, é preciso que nosso olhar volte-se para um complexo processo de leitura em que a percepção e interpretação componham múltiplas representações do mundo. O próprio autor nos incita a refletir sobre o olhar, mostrando no texto “Espelho”, que “os olhos funcionam como a expressão energética do corpo e da alma”.

Na nossa percepção, olhar significa pensar, refletir, que é muito mais que olhar e aceitar passivamente as coisas. Olhar, neste sentido, exige mudança e atitude diante do mundo, que é exatamente o que Flávio expõe em seu texto “Espelho”!

Desta forma, a grande metáfora do diálogo se estabelece nesta criação literária, na composição textual do gênero crônica que “tece a continuidade do gesto humano na tela do tempo”.

Como diz Wellington Pereira, a crônica está presa à fluidez temporal e a cada organização social. Esse gênero textual enuncia os eventos sociais reconhecidos e determinados de acordo com a instituição do tempo.

Flávio tem consciência disto, pois assevera sobre o tempo, na crônica À Beira-Mar: “O tempo exerce sobre a vida um poder incontrolável que subjuga os sonhos e as ilusões, desnudando a frágil condição humana”.

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Lucio Lima Jr. – Memórias Sentimentais De Um Ator-Mentado

Memórias Sentimentais De Um Ator-Mentado é constituído de 21 fragmentos de gêneros diversos, como: contos, poesias, prosa-poema.

Lucio Lima Jr. – Memórias Sentimentais De Um Ator-Mentado

Em Memórias Sentimentais De Um Ator-Mentado, o personagem que entrelaça a obra é um ator.

Livro constituído de 21 fragmentos de gêneros diversos, como: contos, poesias, prosa-poema, formando assim no todo um romance experimental, pois todas as partes foram escritas sobre as experiências e os encontros que nosso personagem teve ao longo de sua vida.

Fragmentos que podem ser lidos separadamente, como micro-universos, ou, cronologicamente, seguindo a ordem indicada no índice do livro. É um livro de viagens: para dentro do personagem e para o desconhecido, a Europa.

Lendo-o cronologicamente, viajamos em seus sonhos, ida ao Rio de Janeiro, reflexão sobre a vida e o amor, fazendas coloniais do interior de São Paulo, estudos em São Paulo, encontros com uma companhia de Teatro em Holstebro-DK, amor em Londres, cinema em Roma e Paris, crise, tango e hospital psiquiátrico em Berlim, e volta a cidade natal.

Lucio Lima Jr. Nasceu em Ituverava, interior de São Paulo. Bacharel em teatro pela PUC-SP, e em cinema pela Universidade Paris 8. Trabalha como professor. Tem como hobby escrever, realizar filmes, estudar e traduzir.

Este livro foi disponibilizado pelo autor para ser compartilhado em nossa Biblioteca Virtual. Agradecemos a ele e recomendamos a quem se interessar que compre o livro.

Lidia Craveiro – Florbela Espanca: Uma Vida Perdida Na Neurose

Florbela Espanca é a história de uma mulher poeta que não gostava de ser chamada poetisa. É a história de uma dor sem nome, avassaladora e incompreendida.

Lidia Craveiro – Florbela Espanca: Uma Vida Perdida Na Neurose

Este trabalho tem como objetivo, relacionar aspectos da vida da autora com a sua obra e, com eles fazer uma conceitualização de caso.

Florbela Espanca padeceu a vida inteira dum mal, que refere ao longo de toda a sua obra poética, o qual, os biógrafos que se debruçaram sobre a sua existência conturbada, apontaram como causa da morte.

Com base numa biografia e outros documentos sobre a poetisa, coloco uma hipótese de diagnóstico que procuro ilustrar com excertos da sua obra literária.

Florbela Espanca é a história de uma mulher poeta que não gostava de ser chamada poetisa. É a história de uma dor sem nome, avassaladora e incompreendida.

Florbela, ou Bela como lhe chamavam é uma menina nascida de uma relação extraconjugal, sendo criada pela mulher de seu pai que nunca a terá aceite. Filha bastarda, nunca foi legitimada legalmente pelo pai a não ser depois da sua morte.

Do sentimento de rejeição nasce a quimera: o sonho de ser amada incondicionalmente e uma escrita transbordante dos afetos do seu interior, uma dor sem fim. Bela persegue o sonho de ser amada até à sua morte. Casa três vezes e por três vezes encontra a desilusão e, para para agudizar o seu sofrimento, o irmão – único amor sincero que conhece – sofre um acidente de avião e morre.

Não é reconhecida como poeta e afunda-se na agonia da neurose e da depressão. Exalta a morte na sua escrita a morre aos 36 anos sem encontrar o amor perdido na infância.

O livro está dividido em três partes. A primeira com uma biografia romanceada sobre os fatos que se conhecem da vida da poetisa alentejana, uma segunda parte com um trabalho de psicanálise da origem da neurose de Florbela e uma terceira com um galeria de imagens.

As imagens das diversas fases da sua vida, e dos aspectos psicológicos relevantes para o desenvolvimento da doença fatídica, são o tema deste ensaio, baseado na teoria dinâmica/psicanalítica, que estuda os processos mentais do indivíduo, conscientes e inconscientes, nas interações com os objetos da vida real e fantasmática.

Manoel De Barros – Meu Quintal É Maior Do Que O Mundo

Meu Quintal É Maior Do Que O Mundo é uma coletânea que revela a vitalidade e o alcance universal da obra de Manoel de Barros.

Manoel De Barros – Meu Quintal É Maior Do Que O Mundo

Manoel de Barros é um dos poetas mais originais de nosso tempo. Sua obra inaugura um estilo único, que transforma a natureza, os objetos e a própria condição humana em expressões poéticas carregadas de significado e emoção.

Esta antologia inédita reúne poemas de todas as fases do escritor, oferecendo um panorama abrangente de sua produção literária. Em mais de setenta anos de ofício, Manoel redesenhou os limites da linguagem e seus sentidos.

Embora fosse um erudito, Manoel de Barros preferia ocultar-se atrás de diversas máscaras, inclusive a da ignorãça, como ele grafava, à antiga. Numa de suas entrevistas, ele diz: “O poeta não é obrigatoriamente um intelectual; mas é necessariamente um sensual.”

É esse sensualismo poético que lhe permite “encostar o Verbo na natureza”. Talvez nenhum outro poeta tenha tido uma relação tão intensa com ela.

A obra de Manoel de Barros foi escrita para o futuro. Meu Quintal È Maior Do Que O Mundo revela a força, a vitalidade e o alcance universal da obra deste poeta inimitável.

“É certo que a invenção poética de Manoel de Barros tem personalidade própria rara entre os nossos poetas, rara mesmo entre os nossos grandes poetas. É por isso que ele é um poeta maior.

Mas não é só por isso. Num momento em que somos catequizados como seres insuflados de divino mas ao mesmo tempo praticamos as maiores torpezas com os nossos semelhantes, é um esplendor ver luzir de forma tão convincente e harmoniosa a certeza de que entre o caramujo e o homem há um nexo necessário que nos deveria fazer mais solidários com a vida.

Mas Manoel de Barros vai além: prova, com a doçura e adequação de suas palavras, que, se quisermos, a nossa vida pode ser uma passagem de beleza em meio à beleza natural, uma prece de harmonia na vida universal, uma nuga de graça, um momento de bondade, em que há algo de irônico, de lírico, de doce, de solidário, de esperançoso.

A poesia de Manoel de Barros, nesta nossa conjuntura, nacional e humana em geral, é um maravilhoso filtro contra a arrogância, a exploração, a estupidez, a cobiça, a burrice — não se propondo, ao mesmo tempo, ensinar nada a ninguém, senão que à vida.”

Antônio Houaiss

Maiky Da Silva – Coro Infante Ao Pássaro

Coro Infante Ao Pássaro reúne poemas que buscam alcançar as migalhas daquilo que nos é dado pelo tempo

Maiky Da Silva – Coro Infante Ao Pássaro

Coro Infante Ao Pássaro reúne poemas que buscam alcançar as migalhas daquilo que nos é dado pelo tempo, com a consciência de um olhar permanentemente imaturo, que é sempre essa nossa forma de apreender a complexidade do existir.

A seguir, algumas opiniões sobre leitores que resenharam a obra:

“A aparição constante de cenas do cotidiano e lembranças de um passado distante, dão aos seus versos um tom auto biográfico intrigante. O leitor ao finalizar um poema é instigado ao próximo e ao próximo… na ânsia de saber mais sobre quem escreve. Porém, o que ocorre muitas vezes é o inverso: parece que quem descobre-nos é o poeta.”

Para ler a resenha completa, acesse:
http://cafeebonslivros.blogspot.com/2018/04/eu-li-57-coro-infante-ao-passaro-de.html

“São escritos repletos de sutileza, suavidade, que nos remetem logo à infância, ou à melhor época de nossas vidas. Aquele tempo em que não queríamos que o tempo passasse. Que as coisas estavam boas demais, para que o amanhã viesse.

Aqueles dias em que, se pudéssemos, o relógio congelaria, e tudo ficaria daquela maneira, por tempo indeterminado. Esse é o sentimento que fica ao ler suas poesias.

A forma como ele escreve também me lembrou muito Mario Quintana e Adélia Prado, por falarem do cotidiano, do “comum”. Vocês já perceberam que o mais comum é o mais extraordinário? Que é nas entrelinhas de nosso dia-a-dia que encontramos com a poesia?”

Para ler a resenha completa, acesse: https://bibliotecarialeitora.wordpress.com/2018/05/04/resenha-livro-coro-infante-ao-passaro-maiky-da-silva/

Contato com o autor:
maikysilvaaa@gmail.com
instagram.com/maiky.s/

O arquivo deste ebook nos foi enviado pelo autor, a quem agradecemos por compartilhar sua poesia com todos os nossos visitantes.

O arquivo para Kindle pode ser baixado no site da Amazon.