Jorge Luis Borges – Nova Antologia Pessoal

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Nova Antologia Pessoal reúne os poemas, os contos, os relatos e os ensaios que Jorge Luis Borges escolheu na fase final da sua vida. É uma antologia definitiva, grandiosa, convocando os melhores versos e a melhor parte da sua obra em prosa ficcional e não-ficcional.
A Nova Antologia Pessoal foi organizada pelo próprio Borges e publicada pela primeira vez em 1968. A coletânea reúne ensaios, poemas e prosa de ficção que o autor vinha publicando desde os anos 1930, entre os quais alguns de seus trabalhos mais célebres, como os contos “A Intrusa” e “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius” e os poemas “Everness” e “Junin”. Traz também um conjunto de textos sobre literatura que atesta o brilhantismo de Borges como leitor e crítico literário. (mais…)

Ana Cristina Cesar – A Teus Pés

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A Teus Pés revela o olhar de uma escritora que se colocou na vanguarda de seu tempo e marcou definitivamente a moderna poesia brasileira. Textos curtos, poemas fragmentados, cartas, páginas de diário criam um jogo com o qual a poeta brinca e celebra a vida.
Ana Cristina Cesar quebra regras, ousa além da frase, mistura sombra e luz, não hesita em se apropriar da fragmentação do mundo para, em seguida, recriar a seu modo imagens que sensibilizam o leitor. (mais…)

Vinícius De Moraes – O Caminho Para A Distância

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O Caminho Para A Distância, publicado no Rio de Janeiro em 1933, foi o título de estreia de Vinicius de Moraes. No breve texto de abertura, o poeta diz: “Este livro é o meu primeiro livro. Desnecessário dizer aqui o que ele significa para mim como coisa minha […].
O Caminho Para A Distância traz cerca de quarenta poemas intimamente ligados num só movimento, vivendo e pulsando juntos, isolando-se no ritmo e prolongando-se na continuidade, sem que nada possa contar em separado. Há um todo comum indivisível”. (mais…)

Josely Vianna Baptista – Roça Barroca

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Roça Barroca, de Josely Vianna Baptista, põe em relevo a expressão escrita indígena como parte da literatura universal, familiariza os que amam ficção e poesia com uma leitura considerada estranha.
Poeta ela própria, uma das melhores tradutoras brasileiras – e temos tantos tradutores de alto nível – ousou estender o que faz do espanhol para o português para uma língua mais antiga e menos documentada, do tronco tupi-guarani, a dos Mbyá Guarani. (mais…)

Ricardo Henrique Vieira De Melo – Versando Saúde Coletiva

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Versando Saúde Coletiva: Textos, Poemas & Rodapés – Este livro traz uma narrativa de um Mestre em Saúde da Família e na arte do fazer literário, conforme o pensamento de Ítalo Calvino expresso no seu livro: Seis propostas para o próximo milênio.
Calvino, em cinco conferências, faz alusão ao que deveria guiar o fazer literário: leveza, rapidez, exatidão, visibilidade e multiplicidade, na perspectiva de conjugar uma linguagem que alcance a volatilidade da leveza, envolva com rapidez a transição entre o liame verbal e o liame narrativo, incorpore a formação de ideias visuais nítidas capazes de traduzir detalhes do imaginário, dando assim visibilidade e criatividade ao seu caráter polissêmico, e revele a multiplicidade da confluência dos métodos interpretativos com seus vários estilos de expressão, no que chamou de romance enciclopédico. (mais…)

Ana De Santana – À Unha

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À Unha – Com quantas unhas se faz a poesia? Para a escritora Ana de Santana, se faz com a unha que defende o feminismo e expõe a homofobia, o racismo, o machismo. E é em sintonia com estes e outros temas cada vez mais evidentes no cenário atual do Brasil que a seridoense publicará seu mais novo livro: À Unha. (mais…)

Agnaldo Rodrigues Da Silva – Teoria Literária: Poética E Teatro

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Teoria Literária: Poética E Teatro – A natureza do fenômeno literário e a função da literatura. Gêneros literários: conceitos e evolução. Pressupostos teóricos norteadores dos estudos literários. O universo poético: formas e associações imagéticas. A lírica, a épica e a dramática.
Este fascículo, Teoria Literária – poética e teatro, apresenta ao leitor uma reflexão sobre a formação da disciplina enquanto ciência que servirá de aporte inicial para os estudos e ensino literário nos cursos de Letras. (mais…)

Carmen L. Oliveira – Flores Raras E Banalíssimas

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Em Flores Raras E Banalíssimas, Carmen L. Oliveira conta a relação de Elizabeth Bishop e Maria Carlota Costallat de Macedo Soares (Lota) e a criação do Parque do Flamengo. O livro focaliza Lota e as figuras que junto com ela construíram a história do Rio de Janeiro e do Brasil. A obra apresenta trechos da história do país – as discussões de Lota com o governador Carlos Lacerda, a briga com o arquiteto Sérgio Bernardes, a rivalidade com Burle Marx, a presença de Manuel Bandeira, Clarice Lispector, Portinari, Carlos Scliar, Rachel de Queiroz e Carlos Drummond de Andrade. (mais…)

Francisco Edi De Oliveira Sousa – Uma Leitura De Canções Sem Metro

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Que outros se jactem das páginas que escreveram; a mim me orgulham as que li.
(Borges – Elogio da sombra, “Um leitor”).
Vindas de alguém reconhecido por seus escritos, as palavras da epígrafe podem parecer estranhas… talvez porque muitas vezes esqueçamos que um escritor é antes um leitor.
Além de a leitura ser um passo inicial da escritura, de certo modo o ato de escrever se confunde com o de ler, e o ato de ler se confunde com o de reescrever. Poderíamos até imaginar autor, texto e leitor amalgamados no ato da leitura, pois aqueles de fato nascem ante os olhos deste. (mais…)

Roberto Pontes – O Jogo De Duplos Na Poesia De Sá-Carneiro

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O jogo de duplos na poesia de Mário de Sá-Carneiro, aqui estudado, teve pesquisa preparatória iniciada pelos idos de 1989, muito antes de ser eleito tema deste livro.
Até então a obra de Mário de Sá-Carneiro, autor que foi mola propulsora da revista Orpheu e nome emblemático do primeiro Modernismo português, mereceu poucas, mas importantes leituras iniciais, como as de Maria Aliete Galhoz e Dieter Woll, por exemplo, que, mesmo assim, não foram suficientes para apressar o reconhecimento literário do autor de Dispersão.
Fazendo uma predição para si mesmo, como repetidas vezes deixa transparecer nos versos por ele escritos, o próprio autor preconizou que a obra deixada só seria compreendida vinte anos após sua morte e, realmente, apenas decorrido esse prazo, a fortuna crítica que lhe diz respeito tornou-se mais rica. (mais…)

Cid Ottoni Bylaardt – O Império Da Escritura

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O Império Da Escritura é composto de doze ensaios que foram publicados em periódicos especializados ou que foram apresentados em congressos ou outros eventos ligados à literatura.
Os quatro primeiros estão ligados ao pensamento de Maurice Blanchot, nome de pouca penetração na academia, pela singularidade de sua poética, pela inaplicabilidade de suas teorizações. Não obstante, é um pensamento de profundidade, que não busca soluções fáceis, que não acomoda posições, que não transige em sua radicalidade, não concilia posições.
Para ele, a arte e a literatura não podem produzir respostas, porque não se subordinam à compreensão dominadora, e não podem se submeter porque não podem ter seus domínios delimitados, não podem produzir ações no espaço humano. (mais…)

Augusto Dos Anjos – Eu E Outras Poesias

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Publicada em 1912, Eu E Outras Poesias foi a única obra de Augusto dos Anjos, poeta que, vitimado pela pneumonia, viveu apenas até os 30 anos. Surgindo em um momento de transição, pouco antes da virada modernista de 1922, a obra de Augusto dos Anjos é classificada por alguns como simbolista – pela construção de imagens sequenciais –, por outros como parnasiana – pela escrita formal – e por outros, ainda, como pré-modernista – pela época e pelo estilo inovador.
De qualquer modo, independentemente do rótulo, Augusto dos Anjos marcou a literatura brasileira e até hoje é lido e admirado por leitores de todos os tipos. Eu E Outras Poesias é um livro de sofrimento, verdade e protesto, em que, demonstrando uma visão de mundo parecida com a de Machado de Assis, Augusto dos Anjos trata da angústia moral, numa linguagem que mistura poesia, medicina e ciência. (mais…)

George Monteiro – Conversas Com Elizabeth Bishop

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Conversas Com Elizabeth Bishop – As entrevistas com Elizabeth Bishop, que compõem este livro, revelam-nos a pessoa especial que era ela: discreta, ciosa de suas opiniões – que exigia ver transcritas com absoluta fidelidade –, consciente, portanto, de sua responsabilidade como escritora. As opiniões que emite nessas conversas deixam evidente a integridade intelectual dessa mulher, que o acaso da vida trouxe para perto de nós, brasileiros.
Dessas conversas ressalta também que Elizabeth Bishop tinha plena compreensão da importância da poesia, consciente do fazer poético que dominava magistralmente. Não obstante – e isso nos dá a medida da poetisa que era – sabia que, na criação do poema, além da lucidez, interferem fatores incontroláveis que lhe dão a verdadeira dimensão e que se poderia chamar de espanto. (mais…)

Jorge De Lima – Invenção De Orfeu

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Poema épico e subjetivo, Invenção De Orfeu une fragmentos de epopéias clássicas, como a Divina comédia, Eneida, Os Lusíadas e a própria Bíblia a elementos sociais nacionais. O autor constrói uma epopéia moderna e brasileira ao criar uma viagem na qual se depara com o Inferno, o Paraíso e algumas musas.
Considerado um dos grandes poemas da língua portuguesa, Invenção De Orfeu percorre um incomparável universo de imagens e sons.
Em Invenção De Orfeu, Jorge de Lima criou, com o máximo de riqueza lírica e humana, o registro épico da nossa brasilidade. Para isso, explorou todas as vertentes formais da criação poética, tanto as que ele já havia realizado em seus livros anteriores quanto as da própria tradição literária nacional e ocidental. (mais…)

Walmir Ayala (Org.) – Fernando Pessoa: Cartas De Amor

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Quem buscar arroubos ou especiais conceitos afetivos, nestas curiosas cartas de amor de Fernando Pessoa dirigidas a Ophélia Queiroz, certamente se decepcionará.
Não resta dúvida de que esta relação, esta simpatia amorosa, serviu de veículo a mais uma faceta do plurivalente universo pessoano, já que se tratou de uma troca de declarações entre duas pessoas que se viam quase diariamente, o que tira o conteúdo lógico, ou objetivo, da natureza epistolar.
É certo que, entre os que se amam, estes recursos são comuns, uma espécie de detalhe a mais no complexo teor da envolvência amorosa, por si só contraditória, ou sem sentido, ou ridícula (como diria um dos heterônimos de Pessoa, o Álvaro de Campos, num famoso poema). (mais…)

Massaud Moisés – Fernando Pessoa: O Espelho E A Esfinge

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Fernando Pessoa: O Espelho E A Esfinge reúne em nova edição, revista e aumentada, alguns ensaios que Massaud Moisés escreveu com o propósito de divulgar aspectos menos conhecidos da produção literária de Fernando Pessoa.
Desde 1957 o autor vem se dedicando à interpretação das múltiplas facetas desse grande poeta português da modernidade. Após a retrospectiva em torno da geração de Orpheu, e do primeiro quartel desse século, para situar devidamente o relevo alcançado pela atividade intelectual de Fernando Pessoa, este livro detém-se no estudo da controversa questão dos heterônimos, adiantando hipóteses hoje confirmadas pela crítica mais atenta.
Os demais ensaios destinam-se ao exame de outros aspectos da obra pessoana, como os seus fundamentos estéticos, a obra ficcional, a analogia com o Cidadão Kane e os “poemas dramáticos”. (mais…)

Rainer Maria Rilke – Cartas A Um Jovem Poeta

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Paris, fevereiro de 1903. Rainer Maria Rilke recebe uma carta de um jovem chamado Franz Kappus, que aspira tornar-se poeta e que pede conselhos ao já famoso escritor.
Tal missiva dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e, muito mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida.
A criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo e o relacionamento entre os homens, o valor nulo da crítica e a solidão inelutável do ser humano: estas e outras questões são abordadas pelo maior poeta de língua alemã do século XX, em algumas das suas mais belas páginas de prosa. (mais…)