Clóvis De Barros Filho & Pedro Calabrez – Em Busca De Nós Mesmos

Em busca de nós mesmos apresenta respostas a partir de dois campos de conhecimento distintos, a filosofia e as ciências da mente.

Clóvis De Barros Filho & Pedro Calabrez – Em Busca De Nós Mesmos: Diálogos Sobre O Ser Humano E Seu Lugar No Universo

Quem sou eu? De onde veio o mundo? O que devo fazer para viver melhor? Por que estou tão triste? O que acontece dentro de mim quando estou apaixonado?

São perguntas comuns, feitas cotidianamente por todos nós. Apesar de cotidianas, não são levianas ou inúteis. São questões profundas, feitas pelos maiores pensadores da humanidade ao longo dos últimos três mil anos. Nos dias de hoje, são tema de investigação científica dentro das principais universidades do mundo.

Frequentemente, aqueles que desejam compreender as ideias dos grandes pensadores ou as recentes pesquisas científicas encontram um difícil obstáculo: a linguagem dos textos é complicada e muito pouco convidativa.

Como professores, nosso objetivo sempre foi trazer o conhecimento de forma acessível ao maior número possível de pessoas, sem jamais perder o rigor filosófico e científico. Desejamos derrubar, no bom sentido, as barreiras impostas pelos muros de universidades e laboratórios.

Acreditamos que o conhecimento é o melhor caminho para a condução de uma vida verdadeiramente humana. O conhecimento permite sobretudo a busca e a luta por melhores formas de viver e de conviver.

Devemos a ele tudo o que chamamos de “avanço” nas esferas pessoais e sociais da humanidade. Sendo assim, qualquer obstáculo entre o ser humano e o conhecimento deve ser questionado.

À primeira vista, Em Busca De Nós Mesmos pode parecer um diálogo entre campos do conhecimento muito distantes. De um lado, a filosofia (e as ideias de gigantes como Aristóteles, Platão e Spinoza). Do outro, as ciências da mente (psicologia e neurociências).

Nosso objetivo, no entanto, é mostrar ao leitor justamente o contrário: as reflexões que a filosofia e a ciência propõem são, em grande medida, complementares. Filósofos e cientistas da Antiguidade até os dias atuais estão em uma grande jornada, em uma missão em busca de nós mesmos.

Em Busca De Nós Mesmos traz discussões sobre temas diversos a partir de olhares igualmente distintos. Ofereceremos algumas respostas às perguntas feitas no início deste prefácio. Traremos respostas a muitas outras questões. Não serão respostas únicas e absolutas, é claro. Mas permitirão ao leitor refletir e, quem sabe, chegar a suas próprias conclusões.

Além disso, ofereceremos questionamentos para os quais não temos respostas. Algumas ideias serão fáceis de compreender. Outras nem tanto. Apesar disso, garantimos que todas essas reflexões foram e continuam sendo importantes para a compreensão do ser humano e de nosso papel no universo.


Katia Dumard – Neuropsicologia

Neuropsicologia aborda quais são as funções neurológicas e os distúrbios de aprendizagem atuais e os distúrbios de aprendizagem ou de escolarização.

Katia Dumard – Neuropsicologia

O livro apresenta uma abordagem inovadora para o estudo da Neuropsicologia como um novo instrumento. A autora aborda quais são as funções neurológicas e os distúrbios de aprendizagem atuais, além de contemplar os distúrbios de aprendizagem ou de escolarização.

A neuropsicologia é a ciência dedicada a estudar a expressão comportamental das disfunções cerebrais. Isso faz dela uma ciência interdisciplinar, multidisciplinar e transdisciplinar, permitindo a sua vinculação a uma série de disciplinas que a estudam sob diversos vieses.

No âmbito da educação, sua importância é ainda mais potencializada. Afinal de contas, os principais sentidos dos seres humanos são despertados pelo sistema nervoso central, orientados pelos sensores cerebrais que levam as informações necessárias para cada atividade que o indivíduo necessita realizar.

A importância do estudo dessa matéria é delineada ao longo das unidades deste material. Os mistérios do funcionamento de cada sentido e a relevância de qualquer um deles para o processo do aprendizado são explorados nesta disciplina.

Na Unidade 1, o leitor conhecerá os conceitos básicos da neuropsicologia, estudará a visão do cérebro e do seu funcionamento no decorrer dos séculos, além de saber um pouco mais sobre a neuropsicologia no Brasil.

O estudo continua na Unidade 2, em que são apresentados temas como as funções executivas (linguagem, atenção, memória, sensação, percepção, emoção, entre outros), além da formação de imagens, a simbolização e a conceituação. Outro assunto importante tratado na referida unidade é o funcionamento do sistema nervoso e o processo de aprendizagem.

Na Unidade 3, em que as funções neurológicas e os distúrbios de aprendizagem são abordados, questões como as causas das dificuldades, distúrbios e transtornos da aprendizagem; o tratamento para as dificuldades, distúrbios e transtornos de aprendizagem; a classificação das dificuldades de aprendizagem (dislexia, disgrafia e discalculia); e o uso de instrumentos neuropsicológicos na avaliação dos distúrbios / dificuldades de aprendizagem são explorados de forma didática e direta, fomentando o debate acerca de cada assunto.

Finalmente, na Unidade 4, entram no cenário da discussão os distúrbios de aprendizagem ou de escolarização; as síndromes de déficit no desenvolvimento de funções mentais superiores; a síndrome de dificuldades de aprendizagem de habilidades motoras, o transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), os distúrbios de linguagem e os seus tipos, os mecanismos neuropsicológicos e sociais das dificuldades/distúrbios de aprendizagem – DA e a habilitação neuropsicológica.


Dean Burnett – O Cérebro Que Não Sabia De Nada

Em O cérebro que não sabia de nada, Dean Burnett celebra de maneira divertida as muitas falhas cometidas pela mente humana.

Dean Burnett – O Cérebro Que Não Sabia De Nada

Este livro começa como quase todas as minhas interações sociais: com uma série de detalhados e cuidadosos pedidos de desculpa.

Em primeiro lugar, se você terminar de ler este livro e não gostar dele, lamento. É impossível produzir qualquer coisa que agrade a todo mundo. Se eu fosse capaz disso, a esta altura seria o líder democraticamente eleito do mundo.

Para mim, os temas abordados neste livro, focados nos estranhos e peculiares processos do cérebro e nos ilógicos comportamentos que eles produzem, são infinitamente fascinantes.

Por exemplo, você sabia que sua memória é egoísta? Talvez você pense que ela é um registro preciso das coisas que lhe aconteceram ou que você aprendeu, mas não é.

Sua memória muitas vezes distorce e ajusta a informação que armazena para fazer você parecer melhor do que é, como uma mãe coruja que elogia o maravilhoso desempenho de seu filhinho Timmy na peça escolar, embora ele só tenha ficado ali parado, cutucando o nariz e babando.

E o que pensar da afirmação de que o estresse, na verdade, melhora o desempenho de uma tarefa? Trata-se de um processo neurológico, e não apenas de “algo que se costuma dizer”. Os prazos são uma das maneiras mais comuns de induzir o estresse e melhorar o desempenho. Portanto, se a qualidade melhorar nos últimos capítulos deste livro, você já sabe o motivo.

Em segundo lugar, embora este livro seja, tecnicamente, científico, se você estiver esperando uma discussão sóbria sobre o cérebro e seu funcionamento, desculpe. Não é isso que você vai achar.

Não tive uma formação científica “tradicional”; fui o primeiro de minha família a pensar em ir para a universidade, quanto mais ir de verdade, ficar nela e acabar com um doutorado.

Foram essas estranhas inclinações acadêmicas, totalmente diferentes das de meus parentes próximos, que me levaram para a neurociência e para a psicologia, pois eu me perguntava: “Por que sou assim?”. Nunca encontrei uma resposta satisfatória, mas desenvolvi um forte interesse pelo cérebro e seu funcionamento, assim como pela ciência em geral.
A ciência é obra de humanos. De modo geral, os humanos são criaturas confusas, caóticas e ilógicas (muitas vezes, em razão do funcionamento de seu cérebro), e grande parte da ciência reflete isso.

Há muito tempo, alguém decidiu que textos científicos deviam ser sempre elevados e sérios, e isso parece que pegou. A maior parte de minha vida profissional foi dedicada a contrariar essa ideia, e este livro é a mais recente expressão disso.