Suzani Cassiani & Outros (Orgs.) – Olhares Para O ENEM Na Educação Científica E Tecnológica

Olhares Para O ENEM Na Educação Científica E Tecnológica coloca em diálogos diferenças, aprofundando a pluralidade das educações em ciências & tecnologias.

Suzani Cassiani & Outros (Orgs.) – Olhares Para O ENEM Na Educação Científica E Tecnológica

Este livro é apenas um dos produtos de um trabalho que reuniu durante pouco mais de dois anos, cerca de 40 pessoas, entre docentes orientadores e formadores universitários, estudantes de mestrado e doutorado dos programas de pós-graduação em Educação da UFSCar, em Ensino e História de Ciências da Terra da Unicamp e em Educação Científica e Tecnológica da UFSC, estudantes em Iniciação Científica, a maioria de licenciaturas em Biologia, Física, Química e Geografia, e professores das redes públicas de ensino de diferentes cidades do Estado de São Paulo e de Santa Catarina, dos ensinos fundamental e médio.

Reunimo-nos para pensar, na diversidade, um objeto em comum: as questões do Exame Nacional do Ensino Médio, o ENEM.

A diversidade e a riqueza das situações de trocas, produção e compartilhamentos de saberes experienciadas ao longo desses dois anos são indescritíveis, infelizmente impublicáveis.

Estudantes de Iniciação Científica e professores da rede produzindo materiais e estratégias de ensino em conjunto; estudantes de pós-graduação expondo seus projetos de pesquisa em andamento para professores da educação básica ou produzindo também o ensino em conjunto; professores de educação básica expondo seus projetos de ensino aos licenciandos e pesquisadores; um seminário de dois dias inteiros com a presença de praticamente todos os participantes das três universidades e de todas as escolas envolvidas, com apresentação de painéis, comunicações orais e oficinas de metodologia de pesquisa; três videoconferências mediando a interação virtual entre as três universidades; debates e trocas de material bibliográfico e de dados em um ambiente virtual TelEduc (Unicamp) específico para o projeto; participações individuais ou coletivas e encontros agendados em eventos científicos; participações mútuas em bancas de defesa nos programas dos colegas.

Pluralidade de circunstâncias em que nos fizemos conhecer e experienciar nossos diferentes saberes, e seus diferentes modos de produzi-los, a partir de diferentes olhares, influências teóricas e “projetos”, ou até mesmo diferentes leituras das mesmas referências.

Situações que nos expuseram mutuamente à experiência de uma multiplicidade de leituras possíveis para as educações em ciências & tecnologias nas escolas.


Elisiane Da Silva & Outros (Orgs.) – Milton Santos

A amplitude do seu pensamento, muito próximo à filosofia, faz de Milton Santos um dos maiores pensadores brasileiros do século XX.

Elisiane Da Silva & Outros (Orgs.) – Milton Santos: O Espaço Da cidadania E Outras Reflexões

Estamos apresentando o terceiro volume da coleção O Pensamento Político Brasileiro, intitulado Milton Santos: O Espaço Da Cidadania E Outras Reflexões.

Nosso objetivo é, por meio da Fundação, ofertar a cada brasileiro mais uma
ferramenta de construção do conhecimento. Somos uma instituição voltada à formação política e à construção da cidadania, então só teremos cumprido plenamente nossa função quando tivermos chegado aos quatro cantos do país.

Na coletânea O Pensamento Político Brasileiro, reunimos as obras de quinze personalidades que, por suas ideias, desenharam ou alteraram o cenário político brasileiro em sua época, contribuindo para a formação de uma sociedade mais participativa.

A Fundação Ulysses Guimarães disponibiliza, então, por esta coletânea, textos originais que enfocam o pensamento de Milton Santos para que o leitor o interprete segundo sua própria convicção.

Milton Santos certamente se enquadra em uma dessas personalidades que fazem a diferença. Foi livre pensador focado na urbanização do terceiro mundo e defensor de um novo modelo de globalização, recebendo, por isso, o título de Doutor Honoris Causa.

Milton foi o único brasileiro a receber o mais alto prêmio internacional em geografia, o Vautrin Lud, em 1994, do qual foi dignamente merecedor porque soube refletir sobre as problemáticas de seu tempo e, além disso, equacioná-las.

Em Milton Santos: O Espaço Da Cidadania E Outras Reflexões, transcrevemos o texto 1992: A Redescoberta Da Natureza, que já alertava, na época em que foi publicado, para uma conscientização que hoje ganha importância.

Além deste texto, disponibilizamos o artigo A Revolução Tecnológica E O Território: Realidades e perspectivas, por meio do qual Milton apresenta suas reflexões sobre as transformações produzidas pela globalização.

Também segue estes registros a íntegra de O Espaço Do Cidadão, texto no qual o geógrafo dá o tom do que representa o questionamento: há cidadãos neste país?


C. Barry Cox & Peter D. Moore – Biogeografia: Uma Abordagem Ecológica E Evolucionária

Biogeografia é um livro singular por englobar as três áreas da pesquisa biogeográfica: a biogeografia continental, a insular e a marinha.

C. Barry Cox & Peter D. Moore – Biogeografia: Uma Abordagem Ecológica E Evolucionária

Biogeografia é um livro singular por englobar as três áreas da pesquisa biogeográfica: a biogeografia continental, a insular e a marinha.

Com mais de 40 anos de publicação, Biogeografia reúne um sólido conteúdo em biologia básica e biogeografia histórica, incrementado com dados das pesquisas mais recentes na área.

A linguagem é clara e didática, o que faz desse livro a referência obrigatória para estudantes de graduação e profissionais das áreas de Geografia, Ecologia, Ciências Naturais e áreas afins.

Esta nova edição é a primeira a ter um capítulo sobre a história da biogeografia, que possui um papel importante no ensino da matéria. Isto é muito sedutor para os estudantes acreditarem que o que eles aprenderam é simplesmente a mais pura verdade.

A História não apenas nos mostra como o assunto tem sido desenvolvido – novas teorias sendo testadas e, finalmente, modificadas ou rejeitadas – mas também, em consequência, nos conta como a ciência que estudamos hoje não é uma bela estrutura semicristalina da verdade e da beleza.

Em vez disso, é como a descrição de uma praia que em breve será modificada, talvez por uma pequena alteração na maré ou nos ventos, mas talvez mais fundamentalmente por uma tempestade ou mesmo um pequeno terremoto.

Esse novo capítulo começa com uma seção que tenta tomar os estudantes cientes de que a ciência não é uma atividade humana isolada conduzida por robôs desprovidos de paixão.

Ao contrário, os cientistas que desenvolveram os trabalhos e as ideias aqui apresentados são, assim como o resto da humanidade, sujeitos a erros, preconceitos e rivalidades e limitados pelas premissas e restrições da ciência e da sociedade.

Neste livro, ainda tentamos avaliar teorias conflitantes, fornecendo um julgamento razoável sobre quais são preferíveis.

Se o estudante pretende se tornar um cientista, ou trabalhar em outras áreas da nossa sociedade, aqui estão importantes lições que devem ser aprendidas e aplicadas quando ler documentos científicos, reportagens de jornais e outros meios de comunicação.


Sérgio Murilo Santos De Araújo (Org.) – Rios E Homens

Os autores abordam os seus rios, seus no sentido da pesquisa, no sentido do pertencimento, porque os rios são dos homens, mas os homens são também dos rios.

Sérgio Murilo Santos De Araújo (Org.) – Rios E Homens: Cursos Transformados Na Relação Sociedade-Natureza

Quando um rio atravessa uma cidade logo se pensa na sua função social, natural e paisagística. Mas o que é um rio na cidade?

Desde tempos remotos os rios tem sido alvo de ações humanas, e em tais ações sendo transformado através de relações. Às vezes, em relações harmônicas e, muitas vezes, desarmônicas. Estas últimas decorrendo de que o rio se torna “uma pedra no meio do caminho”.

Como diz o poema de Carlos Drumond de Andrade: “No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra”. Neste livro podemos fazer uma comparação e modificar parte do poema, mas não muito, como: “No meio do caminho tinha um rio/tinha um rio no meio do caminho/ tinha um rio/ No meio do caminho tinha um rio”. Mas, o rio também é caminho e a cidade pode ser a pedra.

Os rios podem ser “pedras”, ou alvo, de se perseguir, de se transformar ou de se matar. No ambiente urbano, o rio é uma pedra, um caminho, um descaminho, um esgoto, um problema.

Nas cidades este elemento da paisagem foi sendo estrangulado para dar lugar às praças e jardins, para abrigar populações abastadas ou vulneráveis, para ser canalizado, com vistas a correr mais rápido e sair da cidade.

Os rios têm servido para diversos fins, para sua afirmação ou negação e sendo enterrados mortos ou vivos; o que aconteceu com alguns rios para favorecer a urbanização, a construção de uma cidade de pedra, geralmente uma cidade seca por cima, sem água, com rios drenados e mortos ou subterrâneos.

Neste livro o rio e a cidade se relacionam. Nos textos os autores abordam os seus rios, seus no sentido da pesquisa, no sentido do pertencimento, porque os rios são dos homens, mas os homens são também dos rios; dos homens que questionam, analisam e vivem o rio.

Assim, foi pensado, ao longo da realização do livro, em trazer pesquisas sob olhares diversos de uma abordagem geográfica, paisagística, social, natural etc.

Não importa a formação do pesquisador, mas um rio é antes de tudo um recurso, um alvo, um elemento de interação sendo, portanto, alvo de pesquisas interdisciplinares, que comporta a gestão, a apropriação e o pensar.

Os rios aqui abordados são transformados, humanizados e urbanizados, apropriados e em relações de dualidade entre o conflito e a paixão – numa dialética entre a sociedade e a natureza.

Mas são rios que podem ser gestados de melhor forma e trazer benefícios para os homens evitando-se sempre a degradação do recurso natural.

Zeny Rosendahl – Uma Procissão Na Geografia

Uma Procissão Na Geografia possibilitou uma autoanálise crítica enquanto geógrafa e a reflexão e interpretação do sagrado e profano na ciência geográfica.

Zeny Rosendahl – Uma Procissão Na Geografia

Uma Procissão Na Geografia, título escolhido para o livro, representa o caminhar da autora na ciência geográfica.

A procissão deve ser interpretada como uma marcha de geógrafos que fundaram e formaram o grupo coeso do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Espaço e Cultura (NEPEC), em 1993, no Instituto de Geografia da UERJ.

Uma Procissão Na Geografia possibilitou, segundo a autora, uma autoanálise crítica enquanto geógrafa e a reflexão e interpretação do sagrado e profano na ciência geográfica.

O interesse libertador ou emancipador, próprio da reflexão científica, resultou em estudos elaborados que compõem este livro. As procissões, como atividades religiosas, são organizadas por hierarquia eclesiástica. Nesta abordagem, a hierarquia será pela importância de um artigo, num conjunto de vários publicados.

Sem dúvida, a harmonia da hierarquia está baseada na escala de importância, no sentido de valor atribuído às ideias e no tempo em que ocorreram A representação e o valor simbólico foram interpretados em manifestações materiais e imateriais do sagrado.

E desse valor simbólico que nasceu a hierarquização das manifestações do sagrado no espaço. A paisagem é reflexo do comportamento dos atores sociais em seus grupos religiosos e também marca e matriz desse comportamento cultural.

A procissão como ritual sacraliza o espaço, fornece uma paisagem religiosa móvel. A paisagem religiosa é conceito fundamental nos estudos geográficos pela relação simbólica existente entre cultura e espaço.

Zeny Rosendahl tem atuação de pesquisa contínua, desde 1994, na área de Geografia, com ênfase em Geografia Cultural, atuando principalmente na temática da religião nos seguintes temas: difusão e área de abrangência da fé; território e territorialidade religiosa; espaço e lugar sagrado: percepção e simbolismo; cidades-santuário e/ou hierópolis.

Desenvolveu pesquisas sobre a estratégia religiosa da Igreja Católica no Brasil: 1500 a 2005; Atualmente pesquisa a dinâmica espacial da fé na hipermodernidade e; (in)tolerância religiosa, visando maior aprofundamento conceitual e também empírico, através das marcas e matrizes dos comportamentos étnico-religiosos no contexto, espaço e tempo, da cultura-mundo. Líder do grupo de Pesquisa / CNPq / NEPEC em Rede.