Augusto De Campos & Outros – Teoria Da Poesia Concreta: Textos Críticos E Manifestos 1950-1960
O concretismo alterou profundamente a realidade da poesia brasileira. Revisou o passado literário do país e retomou o diálogo com o modernismo de 1922; pôs ideias em circulação e colocou à arte novos desafios.
Hoje, está presente também na linguagem da propaganda, nos slogans da televisão, na diagramação de livros, nas letras de bossa nova.
Teoria Da Poesia Concreta: Textos Críticos E Manifestos 1950-1960 reúne os textos inaugurais do movimento concreto e recupera uma história que andava obscurecida pelos preconceitos de seus opositores.
A poesia concreta nasceu sob o signo da ruptura e da negação vanguardista, o que a predispôs, como é comum nessas formas artísticas, a um violento embate com alguns setores da sociedade, da crítica literária e artística e da própria criação poética então dominante.
Assim, depois de uma série de artigos publicados nos primeiros anos da década de 1950, em suplementos culturais de jornais de São Paulo e Rio de Janeiro, ou na revista Noigandres, veículo oficial do grupo, o trio paulista – formado pelos irmãos Haroldo e Augusto de Campos, e por Décio Pignatari, que se tornariam os principais representantes da poesia concreta – publicou, em 1956, artigos-manifestos que lhe dariam forma e conceito.
Trata-se de “poesia concreta (manifesto)”, de Augusto de Campos, “nova poesia: concreta (manifesto)”, de Décio Pignatari, “olho por olho a olho nu (manifesto)”, de Haroldo de Campos.
Esses três textos, ou manifestos, não só veiculam os principais argumentos da poesia concreta, como os principais elementos que desafiavam a crítica e a poesia daquele tempo, e em certa medida ainda o fazem hoje.
Não seria equivocado afirmar que, juntos, esses textos constituem o primeiro rascunho do conhecidíssimo “plano-piloto para poesia concreta”, publicado em 1958 no nº 4 de Noigandres, escrito num estilo irreverente, como é o comum nos manifestos.

 

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