Anuradha Gandhi – Sobre As Correntes Filosóficas Dentro Do Movimento Feminista
Obra da revolucionária indiana Anuradha Gandhi, destacada dirigente do Partido Comunista da Índia (Maoísta) que apresenta uma análise sob a perspectiva marxista-leninista do desenvolvimento do movimento feminista e as concepções que floresceram em seu interior.
Tendo como ponto de partida o movimento de mulheres que se desenvolveu na Índia, Anuradha apresenta as visões gerais do feminismo e suas vertentes liberal, radical, anarquista, ecologista e socialista e faz a crítica dialética a estas.
Uma contribuição importante para o debate teórico do feminismo, para fundamentar e guiar a justa luta das mulheres contra o patriarcado em sua íntima relação com o capital e todas as mazelas que decorrem disto.
Anuradha Gandhi, também conhecida por seus pseudônimos camarada Jaraky, Narmada, Vasha ou Raka, ou ainda seu apelido, Abu, foi uma incansável revolucionária, que dedicou sua vida à Revolução Naxalita para a libertação da Índia da opressão nacional e pelo socialismo.
A militância de Anuradha foi fundamental para a teorização de um feminismo de tipo proletário, a serviço da emancipação da mulher na Índia, dentro da Revolução Democrática de Novo Tipo, e desenvolveu este trabalho entre as mulheres das diversas regiões na qual trabalhava.
Avaliou as diversas correntes que se desenvolveram no seio do movimento feminista, desde toda a história da luta das mulheres por seus direitos, se apropriando dialeticamente do que mais se produziu de avançado, bem como criticar tendências burguesas e peque­no-burguesas que se manifestavam, que convertiam-se em entraves para a emancipação da mulher que, na visão de Anuradha, deve estar ligada à construção de uma nova sociedade e, desta forma, desempenhou papel fundamental para moldar a forma que se enxerga a questão da mulher dentro do PCI (Maoísta) (da qual no IX Congresso, em 2007, foi eleita a única mulher do Comitê Central), oferecendo uma enorme contribuição para as grandes massas de mulheres que vivem em uma sociedade profundamente patriarcal.
Em um momento histórico em nosso país onde a luta das mulheres contra a violência sexual, por condições equitativas de trabalho, entre outras questões, se amplia cada vez mais, é fundamental que ao lado da prática das lutas cotidianas se desenvolva um grande esforço teórico para dar conta desta experiência, para traçar uma estratégia revolucionária que possibilite concretamente a conquista da emancipação da mulher, diretamente ligada à Revolução Democrática de novo tipo, ininterrupta ao socialismo.

 

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