Os Americanos – Quem são os verdadeiros americanos? Sofisticados moradores de Nova York ou jecas da “América profunda”? Intelectuais vencedores do prêmio Nobel ou truculentos senhores da guerra?
Gostemos ou não, os americanos são importantes. E muito. Todos os dias eles bombardeiam o mundo com filmes, séries de TV, hambúrgueres e Coca-Cola. Suas músicas são ouvidas em todos os continentes. Seus ícones transformaram-se em símbolos mundiais e o inglês é uma espécie de língua franca universal.
Qual a origem da autoconfiança e soberba dos americanos? E mais: como esse gigantesco vizinho do norte se tornou o que é, rico e poderoso? Com texto denso, brilhante e provocativo, o historiador Antonio Pedro Tota rastreia origens, costumes e paradoxos desse povo, desde o início até a eleição do primeiro presidente negro. Fala também de expansionismo, anos dourados, guerras, escândalos, jazz, cinema e muito mais.
Estados Unidos da América. Para uns, o paradigma da modernidade. Para outros, o monstro tentacular imperialista ianque que estrangula o progresso de outras nações, em especial o do Brasil.
Monteiro Lobato fazia parte do primeiro grupo. Mr. Slang, o personagem inglês do América, livro de Lobato sobre os Estados Unidos, pergunta ao autor, no saguão de um hotel imaginário de Washington no final da década de 1920:
“– Viva! Como vai a sua americanização?
– Rápida, respondeu Monteiro Lobato, esta cidade é pura insídia. Está inteirinha feita sob medida, dosadamente, calculadamente, maquiavelicamente armada como arapuca para americanizar quem chega.”
Afinal, quem são os americanos e por que nos sentimos atraídos por eles? Por que nos americanizamos? A resistência é quase impossível. O mundo todo, de um jeito ou de outro, americanizou-se, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial.

Antonio Pedro Tota nasceu em Piracicaba, SP, em 1942. Doutorou-se em história na USP. Atualmente é professor titular de história contemporânea na PUC e professor visitante na PACE University (Nova York). Publicou ‘O Estado Novo’ (Brasiliense, 1983), ‘A locomotiva no ar’ (Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, 1990) e diversos livros didáticos na área de história.

       

 

 

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