tratado_de_etica

Resumidamente, a ética apresenta três grandes culminâncias. A primeira reside na ética aristotélica. Na Grécia, entendia-se que o comportamento moral (virtuoso) não era dado a todos. Não seria o caso de entrar em maiores detalhes, numa tentativa de antecipar o que se encontra no corpo do livro. Agora, pretendo apenas destacar em que se distinguia o entendimento grego do judaico-cristão, segundo o qual a moral é obrigatória para todos.
Como a Escolástica acabou adotando o modelo aristotélico, não conseguiu proporcionar uma síntese duradoura e permanente. Aristóteles visava a vida na cidade terrena; os teóricos escolásticos a vida eterna.
Outro fator de ruptura correspondeu à Reforma Protestante, fazendo emergir, no Ocidente, o pluralismo religioso. Na Idade Média, cabia à Igreja Romana estabelecer o comportamento recomendável na vida social. Com a Reforma, surge o que se denominou de “moral social de tipo consensual”. Como encontrar-lhe fundamentos aceitáveis por todos? É mais ou menos o problema com que se defrontam os nossos parlamentares. Este o segundo grande momento da ética.
O terceiro, finalmente, corresponde ao nosso tempo. O problema contemporâneo da ética equivale ao tema da experiência moral.

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