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Este texto é parte de um processo de debate sobre os Grundrisse de Karl Marx, realizado no Laboratório de Geografia Urbana – LABUR – do Departamento de Geografia, da Universidade de São Paulo. Ele tem como finalidade encontrar elementos para o estudo de nossa sociedade, neste momento em que ela demonstra uma crise do trabalho. Trata-se de um texto provisório, de uma discussão em andamento. Num primeiro momento, para nós, esta crise apareceu como crise do emprego. Assim, fomos debater a extensão do desemprego na mundialidade. Foi esta porta de entrada que nos levou a estender o sentido de nossa observação: o desemprego é real e, ao mesmo tempo, aparência, de um fenômeno ainda mais amplo, a crise do trabalho, de modo geral. Trata-se de uma crise de emprego reveladora de que o processo do capital inclui, junto com a necessidade do trabalho, a sua destituição, negação. Para compreender essa crise foi preciso tentar aprofundar os estudos da dinâmica do capitalismo, focalizando a relação capital-trabalho. Chegamos à consideração de que a consciência do processo como um todo envolvia o conhecimento da relação e da diferença entre a mais-valia e o lucro e nosso esforço aqui é começar a explicá-los. Através destas categorias de análise do capitalismo, revelar mais profundamente qual é a nossa situação social.

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