Affonso Romano De Sant’Anna – O Enigma Vazio

Affonso Romano De Sant’Anna – O Enigma Vazio: Impasses Da Arte E Da Crítica
Affonso Romano de Sant’Anna analisa em O Enigma Vazio os principais sofismas em que se baseia a arte conceitual e propõe uma episteme para reavaliação da arte do século XX.
O autor recorre à linguística, à filosofia, à retórica e à análise literária para pôr a arte e a crítica no divã, analisando e, em alguns momentos, desconstruindo seus discursos e argumentos, apontando suas contradições e exageros.
O Enigma Vazio traz vários enfoques novos para a compreensão do enigma em que se transformou a arte oficial de nosso tempo. Primeiro é uma análise multidisciplinar. Em segundo lugar, Affonso Romano de Sant’Anna traz, pela primeira vez para o espaço da crítica de arte, elementos da linguística, da retórica e da filosofia, que são os mais eficazes para se analisar a “arte conceitual”.
Segundo o autor, “temos que enfrentar o problema da linguagem e a linguagem do problema”. Ou seja, a linguagem utilizada por alguns artistas e ensaístas constitui um problema que não tem sido considerado.
Por isto O Enigma Vazio vai fundo ao rever os sofismas fundadores da arte de nosso tempo. Afastando-se dos lugares-comuns e repetições registrados nos livros de história da arte, passa a pente-fino as alucinações críticas de brilhantes escritores como Octavio Paz, Jacques Derrida, Roland Barthes, Jean Clair e outros. Desenvolve uma fascinante operação de restituir Duchamp a Duchamp, a despeito de Duchamp e dos seus seguidores.
Com O Enigma Vazio, Affonso dá continuação a um trabalho tornado mais visível com Desconstruir Duchamp e A Cegueira E O Saber. Além de ser crítico e ensaísta, o autor, como reconhecido poeta, é também um criador, e como tal tem experiência suficiente para detectar os diversos tipos de falácias tanto da teoria quanto da arte contemporânea.
Se na primeira parte de O Enigma Vazio o autor faz uma analise objetiva de obras, nas seguintes, como pensador da cultura, enfrenta a urgência de se criar uma nova episteme, que, ultrapassando a modernidade e a pós-modernidade, vá além do “relativismo”, da vulgata da “certeza da incerteza” e nos possibilite ver, ainda que cruamente, que certos enigmas de nossa época não passam de conjuntos vazios.

 

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