Adrian Goldsworthy – Antônio E Cleópatra
A história de Antônio e Cleópatra é a de um choque entre duas culturas, de ambição e crueldade — e também de paixão.
Nesta dupla biografia, baseada exclusivamente em fontes antigas e evidências arqueológicas, Adrian Goldsworthy conta com grande habilidade e força narrativa, em seus mínimos detalhes, a verdade sobre o casal, tão fascinante quanto o mito.
Antônio foi o homem mais poderoso do mundo romano até ser derrotado pelo jovem e friamente calculista César Augusto, que depois se tornou o primeiro imperador de Roma. Cleópatra era a inteligente, ambiciosa e bela rainha de uma monarquia egípcia.
O conflito de culturas, as dinâmicas de poder e a paixão entre os dois provaram-se irresistíveis para os contadores de histórias. Juntos, eles viveram em suntuoso esplendor, lutaram por um império e perderam, antes de darem fim às próprias vidas.
Antônio e Cleópatra são famosos. Com apenas um punhado de outros, incluindo César, Alexandre, o Grande, Nero, Platão e Aristóteles, eles permanecem nomes conhecidos mais de 2 mil anos depois dos seus espetaculares suicídios.
Contudo, em geral, Antônio e Cleópatra são lembrados como um casal, e como amantes — talvez os amantes mais famosos da história.
A peça de Shakespeare os ajudou a se transformarem em personagens ficcionais também, e assim sua história pode hoje ser incluída entre outras narrativas de romance apaixonado mas condenado, tão trágico quanto o ato final de Romeu e Julieta.
Não é de surpreender que a narrativa tenha sido reiteradamente reinventada em livros, nos palcos e, mais recentemente, nas telas. Como ambos tinham um temperamento teatral, esta fama duradoura sem dúvida lhes teria agradado, embora, como nenhum dos dois fosse inclinado à modéstia, ela provavelmente não os teria surpreendido ou parecido menos que devida.
A história é intensamente dramática e eu não consigo lembrar-me de um tempo em que não tenha ouvido falar de Antônio e Cleópatra. Quando garotos, meu irmão e eu descobrimos uma pequena caixa que continha moedas colecionadas por nosso avô, um homem que havia morrido muito antes de nós dois termos nascido.
Um amigo percebeu que uma delas era romana, um denário de prata cunhado por Marco Antônio para pagar seus soldados em 31 a.C., numa campanha parcialmente financiada por Cleópatra — a mesma moeda exibida na seção de fotografias deste livro. Já interessado no mundo antigo, a descoberta aumentou o meu entusiasmo por todas as coisas romanas.

 

Camisa “E Viva A Diferença!”

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