Henry James – O Desenho No Tapete
Esta é uma das mais desconcertantes novelas de Henry James. Escrita em Londres, no verão de 1895, por ela passam os seus problemas de escritor ainda não reconhecido, a inquietante figura de uma amiga morta e os mistérios da criação.
A O Desenho No Tapete aplica-se com particular acuidade o que T. S. Eliot disse do conjunto da obra de Henry James.
“Não nos deu ideias mas um outro mundo de pensar e de sentir”.
O Desenho No Tapete é considerado até hoje um dos textos mais enigmáticos do escritor Henry James. Verdadeira busca do Graal, o leitor é levado a seguir um narrador obcecado na procura de algo que, para ele, se esconde nas linhas do texto.
Algo análogo também acontece em um texto do autor francês Georges Perec, A Viagem De Inverno, escrito muitos anos mais tarde.
Mas as semelhanças não param ai, pois ambos contêm igualmente verdadeiras poéticas de leitura nas quais certos modos de ler são expostos, bem como seus problemas; os dois textos obrigam o leitor a ler ao contrário de sua perspectiva habitual, e cobram deste um posicionamento ativo, para que se torne parte daquilo que lê.
A narrativa de James, publicada em 1896, conta a história de um jovem crítico que recebe a incumbência de escrever um artigo sobre o livro mais recente de Hugh Vereker, um renomado escritor. Mas o texto não agrada a Vereker, pois não conseguira, tal como todos os outros escritos críticos até então, identificar o propósito secreto de toda a sua obra.
O jovem empreende uma busca minuciosa sem nenhum sucesso e seu amigo George Corvick afirma tê-lo descoberto após muita reflexão, mas morre sem revelá-lo ao narrador.
Este, por sua vez, tenta fazer com que a viúva de Corvick, Gwendolen, lhe diga enfim de que se trata, mas ela também leva o segredo de Vereker para o túmulo e não diz nada nem mesmo a seu segundo marido, Drayton Deane, a quem o jovem crítico conta tudo sobre a busca.

 

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