A Rebelião Das Elites E A Traição Da Democracia – A democracia merece sobreviver? Que ideal de democracia vivemos nessa nossa época? O que se tornou o ideal democrático forjado nos EUA a partir do final do século XVIII?
A Rebelião Das Elites E A Traição Da Democracia foi escrito em 1994 com urgência pela verdade pulsando em cada página urgência que nasce da consciência e certeza da morte pois Lasch escreve o livro corroído por um câncer que irá abater sua vida em pouco mais de um ano. O livro é seu testamento e legado e se há fragilidades em alguns pontos o que permanece é ainda relevante para nós mesmo depois de vinte anos.
Lasch vai ao longo de A Rebelião Das Elites E A Traição Da Democracia analisar a sociedade americana e suas “revoluções” internas que naquele momento e desde então criam um “mal-estar democrático” que ameaça de tempos em tempos as democracias ocidentais. Os capítulos mostram a preocupação de Lasch com o todo de uma sociedade: as divisões sociais; a mobilidade social; populismo e comunitarismo; o discurso democrático; racismo e minorias; o multiculturalismo; a educação; o papel do jornalismo; a necessidade da democracia; e por fim, mas não menos importante, o papel da religião e da cultura em um mundo cada vez mais secular.
Um dos pontos mais atuais de A Rebelião Das Elites E A Traição Da Democracia são as questões que envolvem o futuro da democracia. Entende ele que discutir a democracia em todos os seus aspectos é uma e talvez a principal forma de preservação da mesma. Ao deixarmos de lado a discussão ou não buscar uma compreensão melhor e mais acertada da realidade estamos a minar nossas próprias base se é isto que nas palavras de Lasché um dos principais aspectos da traição com que ele vai acusar a “elite” americana.

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