Harper Lee – Por Favor, Não Matem A Cotovia

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Por Favor, Não Matem A Cotovia – Obra pungente onde são tratados temas como a coragem, a injustiça racial, a perda da inocência, a tragédia e o crescimento, é ainda um monumento de integridade que serve de exemplo, em muitos países de língua inglesa, para o ensino de valores humanos, bem como de construção literária.
Durante os anos da Depressão, Atticus Finch, um advogado viúvo de Maycomb, uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, recebe a dura tarefa de defender um homem negro injustamente acusado de violar uma jovem branca. Através do olhar curioso e rebelde de uma criança, Harper Lee descreve-nos o dia-a-dia de uma comunidade conservadora onde o preconceito e o racismo caracterizam as relações humanas, revelando-nos, ao mesmo tempo, o processo de crescimento, aprendizagem e descoberta do mundo típicos da infância.
Sem dúvida um verdadeiro fenômeno literário, este romance sulista não apresenta a mais pequena mácula nas suas delicadas folhas de magnólia. Divertido, alegre e escrito com uma precisão cirúrgica. O estilo de Harper Lee revela-nos uma prosa enérgica e vigorosa capaz de traduzir com minúcia o modo de vida e o falar sulistas, bem como uma imensa panóplia de verdades úteis sobre a infância no sul dos EUA.
Recentemente, alguns dos mais importantes livreiros norte-americanos atribuíram grande destaque ao livro, ao elegerem-no como o melhor romance do século XX.
Lee passou dois anos e meio escrevendo Por Favor, Não Matem A Cotovia. Em uma descrição do processo de criação do livro pela National Endowment for the Arts, há um relato de um episódio em que Lee estava tão frustrada com o livro que ela jogou o manuscrito pela janela, que caiu na neve. O agente de Lee a forçou a recupera-lo. Por Favor, Não Matem A Cotovia foi publicado em 11 de julho de 1960. No início, o título do livro era Atticus, mas Lee optou por trocar seu nome a fim de que o título mostrasse que a história ia além do retrato de um personagem. A equipe editorial da Lippincott alertou Lee de que ela provavelmente só venderia alguns milhares de cópias.
Em 1964, Lee falou sobre as esperanças que tinha para o livro, “Eu nunca esperei nenhum tipo de sucesso com Por Favor, Não Matem A Cotovia, eu esperava por uma morte rápida e indolor nas mãos dos críticos mas, ao mesmo tempo, eu também esperava que alguém fosse gostar do livro a ponto de me encorajar. Publicamente.”

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