Luiz Salvador De Miranda-Sá Júnior – Uma Introdução À Medicina Vol. I: O Médico

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Uma Introdução À Medicina Vol. I: O Médico – Em tempo de tecnologias cada vez mais acessíveis e em maior número, o humanismo ressalta-se como imprescindível às interações sociais. Na medicina, é a base estrutural da relação médico-paciente, sendo que aliar os benefícios das novas técnicas ao cuidado com o ser humano configura missão do médico do século 21.
Para tanto, reflexões como as propostas por Uma Introdução À Medicina são mais que pertinentes e bem-vindas. Trata-se de oportunidade ímpar de aprofundar discussões em torno de questões que fazem parte do cotidiano da profissão, mas que – por conta de rotinas aceleradas e da superficialidade como os tempos modernos tratam dilemas éticos e profissionais – são relegadas a um plano secundário.
Ressalte-se que o bom desempenho da medicina não se abstém de priorizar a ética e valorizar um atendimento mais humano, ainda que, muitas vezes, o ambiente apresente condições adversas e o sistema de saúde seja precário. Neste contexto, a relação médico-paciente deve ser pautada por um diálogo franco e humanamente paritário para que faça nascer relações radicadas no denso valor ético-social da recíproca confiança.
A prática médica requer humildade, prudência, diligência, perícia, compaixão e justiça. Em seu exercício, vai além das regras existentes e necessárias para que seja garantida a segurança do paciente. O médico é um especialista em cuidado com a vida e necessariamente um humanista, o qual entende que seu mister supera a análise de dados biológicos. A avaliação de fatores culturais, ambientais, sociológicos e psicológicos e de seu impacto sobre os indivíduos também compõem o fazer médico – que não se restringe a curar enfermidades.
Diante dos limites da ciência, o médico também é aquele que acompanha e orienta tanto o paciente quanto os familiares na escolha de tratamentos, no sofrimento ante a doença e a morte. Ser médico é exercer a arte e a ciência ao mesmo tempo, um privilégio para poucos, mas que exige responsabilidade e compromisso a cada segundo.
Ser médico é enfrentar os desafios impostos pelas desigualdades, assumir seu papel na sociedade como um profissional dedicado e se emocionar com a gratidão dos seus pacientes. Ser médico, no fim das contas, é simples e complexo: é agir com total desprendimento, atender e ter alegria pelo fazer espelhando-se continuamente nos princípios bioéticos da autonomia, dignidade, veracidade, beneficência, não maleficência, justiça e honestidade.
Diante do temário de Uma Introdução À Medicina, resta-nos propor aos leitores embarcar nesta viagem de descobertas que será, certamente, transformadora, levando-nos a lançar um novo olhar sobre a profissão e o papel dos que a exercem.

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