A Vida No Céu: Romance Para Jovens E Outros Sonhadores (no qual se inclui um brevíssimo dicionário filosófico do mundo flutuante para uso de nefelibatas amadores)
A Vida no Céu é um romance distópico, num futuro que se segue ao Grande Desastre, e em que o Mundo deixou de ser onde e como o conhecemos. Encontrando-se o globo terrestre inteiramente coberto por água, e a temperatura, à superfície, intolerável, restou ao Homem subir aos céus.
Mas essa ascensão é literal (não é alusiva ou simbólica): a Humanidade, reduzida agora a um par de milhões de pessoas, habita aldeias suspensas e cidades flutuantes – dirigíveis gigantescos denominados Tóquio, Xangai ou São Paulo -, e os mais pobres navegam o ar em pequenas balsas rudimentares.
É duplo o problema que os habitantes das nuvens precisam enfrentar: como viver em harmonia e, ao mesmo tempo reencontrar a terra, de cujo cheiro e estabilidade só os mais velhos se lembram.
Os mais novos, a geração que nasceu no céu, estranham essa nostalgia dos velhos pelos cheiros. O cheiro da relva molhada. Os cheiros das coisas que não existem mais. É a nostalgia de quem partiu, sabendo que o mundo que abandonou deixou de existir.
Carlos Benjamim Moco é o narrador da história. Tem 16 anos e nasceu numa aldeia, Luanda, que junta mais de cem balsas. O desaparecimento do pai fará com que Benjamim decida partir à sua procura. Carlos resolve então partir para procurá-lo e segue uma pista que o leva a pousar no mais belo dos zepelins, o Paris, onde encontra Aimée, uma garota de 14 anos que se torna sua companheira de aventuras.
Neste romance, antes de cada capítulo, temos uma entrada do dicionário dos nefelibatas. São citações feitas num tom poético, e não estranha que a epifania anteceda a liberdade que abre o último capítulo.

   

 

 

Camisa “Espere Eu Acabar Esse Capítulo!”

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