O Operador – Quem é Marcos Valério? Nesta obra, o jornalista Lucas Figueiredo procura investigar os primeiros passos de Valério no mundo da corrupção e tráfico de influências, revelando que o valerioduto, na verdade, é uma criação do PSDB mineiro, que utilizou os ‘serviços’ do operador para gerenciar os caixas dois de suas campanhas. E, mais surpreendente, Figueiredo busca mostrar como o partido conseguiu sair ileso de todos os escândalos.
O jornalista Lucas Figueiredo, em O Operador, transforma em narrativa com começo, meio, fim e detalhes uma história a qual o grande público só teve acesso de forma fragmentada e truncada pelos jornais: o escândalo do mensalão. Figueiredo, repórter especial de “O Estado de Minas”, revela informações exclusivas, esmiúça fatos, traça históricos e perfis de personagens e, assim, vai encaixando um a um os elos da trama.
Após toda a pesquisa, ele não se diz otimista a respeito dos desdobramentos judiciais do caso. “Houve muito calor e pouca luz. Levantou-se poucas provas legais. Por falta de uma investigação séria na CPI, você vai ter uma enxurrada de absolvições.”
Um dos pivôs daquele escândalo, o operador do esquema, o publicitário Marcos Valério inspira o título do livro e é o personagem principal da obra. “Ninguém soube contar quem era Marcos Valério, por que ele fez aquilo, de onde ele saiu, qual era o interesse que o movia. Eu acho que o livro faz isso, ele se dedica um pouco mais a esclarecer quem eram aqueles personagens”, afirma Figueiredo.
Sempre existiram e sempre existirão o sujeito que é passivo de corrupção e o sujeito que tem coragem de corromper. Além deles, o ato da corrupção precisa de quem o amacie, de quem faça a intermediação do negócio. Essa pessoa se expõe mais e acaba aparecendo com mais frequência. O corrompido aparece, o operador aparece, mas o corruptor, não. A culpa acaba sendo toda jogada em cima do operador e do corrompido.

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