Um Jantar Entre Espiões – Dois amantes. Dois espiões. Um reencontro. Quem sairá vivo desse jantar?
Em 2006, terroristas sequestraram um avião no Aeroporto de Viena, exigindo uma troca de reféns e determinados a não negociar. E, de fato, não negociaram – 120 pessoas foram mortas no incidente. Anos depois, quando um informante em Guantánamo afirma que os terroristas contaram com a ajuda de um traidor no posto avançado da CIA em Viena, o agente Henry Pelham é encarregado de investigar o assunto.
O problema é que, para fazer isso, ele precisará ir até a idílica cidade de Carmel-by-the-Sea, na Califórnia, para rever um antigo amor. Celia Harrison também fazia parte do grupo que trabalhava na Agência em Viena na época, mas decidiu abandonar a vida no serviço secreto para se casar e ter filhos. Ao se encontrarem para um simples jantar, os dois logo se veem em um jogo de manipulação e mentira, no qual ambos se perguntam o que o outro tem a esconder.

A semente desta história foi plantada na Califórnia, enquanto eu assistia à dramatização do maravilhoso poema de Christopher Reid, “The Song of Lunch”, no programa Masterpiece. Hipnotizado pelas atuações de Alan Rickman e Emma Thompson, me perguntei se conseguiria escrever um conto de espionagem que se passasse inteiramente em torno da mesa de um restaurante. (Não inteiramente, no fim das contas, mas quase.) Contudo, o projeto levou tempo. Inicialmente, fiz alguns rascunhos antes de voltar para o livro em que trabalhava (The Cairo Affair). Um ano mais tarde, sofrendo com o calor infernal de agosto com meus sogros em Novi Sad, Sérvia, encontrei as minhas antigas anotações. Depois de um ano amadurecendo-as no inconsciente, a história surgiu de uma só vez e, quando fui para o computador, não consegui mais parar. Também não parei no mês seguinte.
Olen Steinhauer cresceu na Virgínia e viveu em várias cidades norte-americanas, bem como na Croácia, na República Checa e em Itália. Viveu também um ano na Roménia, uma experiência que o inspirou para a escrita dos seus primeiros cinco livros. É frequentemente comparado a John le Carré e os seus livros têm conhecido grande sucesso junto da crítica e dos leitores, estando dois deles a ser atualmente adaptados ao cinema. Vive na Hungria com a mulher e a filha.

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