Educação Para O Uso Da Internet – A internet tem-se vindo a afirmar como um espaço de socialização, em que as ferramentas que tornam a vida moderna mais eficaz e confortável se cruzam com o lúdico e o prazenteiro. O nosso país através, não só do programa Magalhães, mas de toda uma série de posturas tendentes a utilizar a pesquisa por computador em trabalhos escolares, tem vindo a incentivar o uso da internet.
É claro que a rede se constituiu como um espaço incontornável, mas também é verdade que nela se misturam potencialidades e perigos. As oportunidades de aprendizagem mesclam-se com desafios e novas interações que podem desembocar em desastre.
Se bem que a escola tenha dado muito ênfase à internet, a saber fazer pesquisas com as ferramentas que nela são disponibilizadas, ainda não aceita plenamente as facetas negativas, não construindo uma postura ativa no que diz respeito à preparação dos professores, pais, adolescentes e crianças para saber lidar com elas. No mundo virtual há uma infinidade de atores, alguns mais previsíveis do que outros: pessoas acossadas pela solidão e por problemas afetivos, mas também muitas outras à procura de novas formas de sociabilidade.
Os desejos misturam-se: desde os mais obscuros aos mais inocentes, passando pelo surgimento de uma motivação virtual com uma certa continuidade. Queremo-nos referir à interação na net como fim em si mesmo. A propósito do estudo de formas de estar em salas de chat, identificámos muitos usuários para os quais estar a teclar é uma finalidade em si mesma.
Observámos já idêntica forma de comportamento noutros suportes: pessoas que investem no seu eu virtual, na sua personalidade e eventual apresentação gráfica, num quadro de auto-referência. Nestes casos, há um desenvolvimento de comportamentos socialmente corretos na internet, a chamada netiquete, bem como um sentimento de mestria e de segurança que importa refletir, especialmente quando identificado em jovens.
A comunicação na internet é cortada pela metade: a supressão da presença física modifica a interação. Por um lado, se há confiança, a partilha pode ocorrer de forma mais célere. Muitos internautas encontram confidentes virtuais com quem falam de assuntos privados, dificilmente partilhados na vida real.

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