A Educação Pela Noite & Outros Ensaios reúne textos de palestras e artigos divulgados em circunstâncias diversas. Apesar de organizados em três partes, os textos são independentes e não há ordem necessária de leitura.
Os da primeira parte abordam de perto alguns escritores, individualmente ou em pequenos grupos; na segunda parte são estudados quatro críticos: dois brasileiros bem conhecidos e dois estrangeiros de outro tempo.
Finalmente, a última parte contém amostras do que se poderia chamar de “crítica esquemática”, panoramas abrangendo segmentos amplos da atividade literária e cultural, vista a vôo de pássaro.
A Educação Pela Noite deve o título ao ensaio inicial, que trata do teatro e da ficção de Álvares de Azevedo, poeta ao qual Antonio Candido sempre dedicou muita atenção e é apresentado aqui como singular experimentador que levou bem longe a ruptura romântica com os gêneros literários, ao soldar uma novela a um drama.
O ensaio seguinte, Os primeiros baudelaireanos, procura mostrar como os jovens do ‘realismo poético’ dos anos de 1870, censurados por Machado de Assis por exagerarem a dimensão sexual ao imitarem Baudelaire, estavam assim ajustando a obra deste às suas próprias tendências de rebeldia.
Em seguida, Os olhos, a barca e o espelho, sobre os escritos pessoais de Lima Barreto. Poesia e ficção na autobiográfica analisa obras de cunho pessoal de Carlos Drummond, Murilo Mendes e sobretudo Pedro Nava.
A segunda parte contém ensaios sobre críticos, a começar por Giraldi Cinthio (O patriarca), talvez o primeiro a tentar, no século XVI, a reflexão sobre a narrativa ficcional, como faria de maneira mais desenvolvida no século XVII o francês Fancan, objeto principal do ensaio seguinte (Timidez do romance).
Depois há um escrito sobre Silvio Romero (Fora do texto, dentro da vida), que procura mostrar como ele acertou bastante apesar dos muitos erros. Encerra esta parte O ato crítico, sobre Sérgio Milliet, focalizando principalmente o Diário crítico, reunião dos artigos por meio dos quais ele exerceu papel importante na orientação do gosto literário em São Paulo entre os decênios de 1940 e 1960.
A terceira parte de A Educação Pela Noite é formada por textos que o autor denominou de ‘crítica esquemática’, o primeiro dos quais teve bastante difusão no Brasil e no exterior – Literatura e subdesenvolvimento.

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