Eduardo Galeano – Os Filhos Dos Dias

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Você sabia…
…que o episódio de Adão e Eva mordendo a maçã não aparece na Bíblia?
…que o grego Eratóstenes mediu a cintura do mundo há dois mil e trezentos anos e errou por apenas noventa quilômetros?
…que até 2008 Nelson Mandela integrava a lista de terroristas perigosos para a segurança dos Estados Unidos?
…que até 1990 a homossexualidade era considerada uma doença mental segundo a Organização Mundial da Saúde?
…que ao enterro de Karl Marx compareceram onze pessoas, incluindo o coveiro?
…que a bicicleta foi, há um século, um instrumento de liberação feminina?
…que a cada duas semanas morre um idioma?
Inspirado na sabedoria dos maias, Eduardo Galeano escreveu um livro que se situa como uma espécie de calendário histórico, onde de cada dia nasce uma nova história. Provocante, intenso e sensível como toda obra desse escritor uruguaio, Os Filhos Dos Dias agrega 366 relatos que compõem a História, desde a Antiguidade até o presente.
Transcendendo fronteiras geográficas, Os Filhos Dos Dias abraça a diversidade de povos e culturas no formato de diário coletivo: de 1º de janeiro a 31 de dezembro (sem esquecer o 29 de fevereiro, que aparece somente de quatro em quatro anos), cada dia dedica-se a contar uma história diferente. São episódios que ocorreram no México de 1585, no Brasil de 1808, na Alemanha de 1933 e em outras épocas e países. São histórias escritas com a narrativa poética e realista de Eduardo Galeano, já consagrada em livros como As veias abertas da América Latina, Espelhos e Memórias do fogo.
Porque somos feitos de átomos, mas também de histórias.

1º de Janeiro
Hoje não é o primeiro dia do ano para os maias, os judeus, os árabes, os chineses e outros muitos habitantes deste mundo.
A data foi inventada por Roma, a Roma imperial, e abençoada pela Roma vaticana, e acaba sendo um exagero dizer que a humanidade inteira celebra esse cruzar da fronteira dos anos.
Mas uma coisa, sim, é preciso reconhecer: o tempo é bastante amável com a gente, seus passageiros fugazes, e nos dá permissão para crer que hoje pode ser o primeiro dos dias, e para querer que seja alegre como as cores de uma quitanda.

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