Sigmund Freud – Neurose, Psicose, Perversão

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Neurose, Psicose, Perversão reúne em um único volume textos espalhados ao longo de mais de trinta anos de pesquisa clínica, que lançaram os fundamentos das estruturas clínicas freudianas: neurose, psicose, perversão.
Os principais eixos da psicopatologia psicanalítica foram estabelecidos em um arco que se inicia no contexto da correspondência com Fließ, no fim do século XIX, até os célebres artigos sobre o masoquismo e o fetichismo, redigidos no entre guerras.
Embora mais ou menos um século nos separe desses escritos, eles continuam contemporâneos. Freud não esteve apenas à frente de seu tempo, mas também do nosso.
Por exemplo, quando afirma que “a Patologia não pôde fazer justiça ao problema da causa imediata da doença nas neuroses enquanto esteve preocupada apenas em decidir se essas afecções eram de natureza endógena ou exógena”. Talvez até hoje um certo discurso psicopatológico esteja aprisionado nessa pobre dicotomia entre fatores genéticos ou ambientais, biológicos ou psíquicos.
A perspectiva freudiana é mais moderna e mais ousada: “a Psicanálise nos advertiu a abandonarmos a infecunda oposição entre fatores externos e internos, entre destino e constituição, e nos ensinou a encontrar a causação do adoecimento neurótico regularmente em uma determinada situação psíquica que pode se produzir por diversos caminhos”.
Os textos reunidos em Neurose, Psicose, Perversão, mostram ainda como Freud articulava a reflexão psicopatológica a um rico material clínico. Este volume conta com um aparato editorial original, que ajuda o leitor a transpor a distância que nos une e nos separa de Freud.
Neurose, Psicose, Perversão reúne textos que mostram também como Freud articulava a reflexão psicopatológica ao material clínico. É digno de nota que todas as grandes narrativas clínicas de Freud – os famosos cinco casos ou histórias clínicas – são ambientadas exclusivamente no que se convencionou chamar de primeira tópica, anteriores, portanto, às reformulações teóricas de “Além do princípio de prazer” (1920) e “O Eu e o Isso” (1923).
Mas isso não quer dizer que depois dos grandes cinco casos Freud tenha se silenciado acerca de sua clínica. Ao contrário, ocorre que, ao esgotamento de um determinado gênero literário predominantemente narrativo – a história clínica –,segue-se a adoção de um modelo de escrita em que a teoria e a clínica se mesclam e se interpenetram de maneira ainda mais desconcertante. Alguns dos ensaios aqui coligidos oferecem abundante material clínico.

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