Espinosa – Princípios Da Filosofia Cartesiana E Pensamentos Metafísicos

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Quanto mais se lê e se estuda Espinosa, mais forte é a impressão de que estamos ainda distantes de esgotar as possibilidades de seu pensamento revolucionário.
Com esta publicação dos Princípios Da Filosofia Cartesiana E Pensamentos Metafísicos, esperamos dar um passo importante nessa direção.
Em Princípios Da Filosofia Cartesiana E Pensamentos Metafísicos, publicado em 1663, Espinosa faz uma exposição, à maneira geométrica, das principais teses da filosofia de Descartes; em apêndice, promove uma discussão detalhada de alguns conceitos fundamentais da escolástica, sempre à luz da renovação trazida pelo cartesianismo.
Quando o jovem Bento de Espinosa desperta para a filosofia, a grande referência que ele encontra, dominando o panorama das letras e das ciências, é o cartesianismo.
Embora francês de nascimento, René Descartes é quase um compatriota de Espinosa, tendo vivido na Holanda longos anos que cobrem o período de sua atividade filosófica mais intensa; é ali que ele publica a maior parte de suas obras, é ali que o seu pensamento primeiro difunde-se, encontra aliados e adversários.
Para nós, a séculos de distância, será sempre difícil avaliar toda a significação da formidável movimentação de ideias ocasionada pelo cartesianismo. Esse novíssimo pensamento constitui um acontecimento intelectual maior que vem revirar o mundo do saber estabelecido, abrindo perspectivas excepcionais, muitas ainda insuspeitadas, para uma cultura que estava em franca transformação.
É essa doutrina viva que Espinosa descobre muito cedo; e poucos terão como ele sabido estimar toda a amplitude da revolução em curso e a ela aderido com tanto afinco e paixão. O cartesianismo surge-lhe como um marco incontornável a quem, em meados do século XVII, pretende pensar e, sobretudo, pensar modernamente.
De fato, é na escola de Descartes que o jovem Bento dá seus primeiros passos filosóficos. No prefácio das Obras póstumas de Espinosa, redigido por amigos que privaram de sua intimidade, a formação do filósofo é descrita assim: desde cedo ele foi nutrido nas letras e estudou teologia; uma vez decidido a dedicar-se à filosofia, empenhou-se nela por inteiro, não quis preceptores nem aderiu a qualquer filósofo; não obstante, prossegue o texto, “para realizar esse propósito, os escritos filosóficos do nobilíssimo e sumo filósofo René Descartes foram-lhe de grande auxílio”.

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