George Woodcock – História Das Ideias E Movimentos Anarquistas Vol. II: O Movimento

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História Das Ideias E Movimentos Anarquistas é um dos livros mais completos e esclarecedores sobre as origens e a história do movimento anarquista através dos tempos.
Uma obra fundamental para o conhecimento profundo da doutrina anarquista, desde seu nascimento até sua expressão como movimento, expondo o pensamento de seus principais teóricos como Proudhon, Bakunin, Kropotkin, Godwin, Stirner, Tolstói e tantos outros.
A partir do momento em que Proudhon bradou que “A propriedade é um roubo!” foram estabelecidos os fundamentos doutrinários para a criação de sistemas antigovernamentais, substituindo o Estado autoritário por um tipo de cooperação não-governamental entre indivíduos livres.
A Humanidade é uma só, subordinada à mesma condição, e todos os homens são iguais. Porém, todos os homens são diferentes e, no íntimo de seu coração, cada homem é, na realidade, uma ilha.
Os anarquistas têm estado especialmente conscientes dessa dualidade entre o homem universal e o homem particular, e muitas de suas reflexões têm sido devotadas à busca de um equilíbrio entre as reivindicações da solidariedade humana geral e as do indivíduo livre.
Em especial, eles procuraram conciliar ideais internacionalistas a ideia de um mundo sem fronteiras ou barreiras de raça – com uma insistência ferrenha na autonomia local e na espontaneidade pessoal. E até entre si não foram, muitas vezes, capazes de alcançar essa conciliação.
Por quase um século, tentaram criar uma organização mundial de anarquistas eficaz; seus esforços foram frustrados por uma intolerância a qualquer forma de centralismo e uma tendência a abrigar-se dentro do grupo local, ambas estimuladas pela natureza da atividade anarquista.
Desde que os anarquistas não buscam vitórias eleitorais, não há nenhuma necessidade de criar organizações elaboradas, semelhantes àquelas de partidos políticos, nem há qualquer necessidade de traçar programas de ação gerais; muitos grupos anarquistas têm-se dedicado, na realidade, à propaganda motivada, de maneira isolada – uma ou outra palavra ou ação –, e nesse tipo de atividade, o mais simples dos contatos entre cidades, regiões e países, normalmente, é suficiente.
De forma significativa, apenas na área marginal do anarcossindicalismo, que se baseia mais nas formações de sindicatos de massa do que nos pequenos grupos de propaganda, têm havido interesses locais e individuais suficientemente dependentes para permitir a criação de uma forma durável e relativamente eficiente de organização libertária internacional.

   

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