Caio Túlio Costa – O Que É Anarquismo

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No sentido comum, a anarquia sempre foi sinônimo de caos, bagunça, desordem. Porém, essa ideia está bem distante do sentido da palavra grega anarchos, que define o princípio do não-governo, da não autoridade.
Muitas foram as correntes políticas que lutaram em defesa dessa ideia.
Narrando a história dessas lutas, na Europa e na América, da vida de seus principais articuladores e da repressão às suas atividades, em O Que É Anarquismo Caio Túlio Costa nos introduz a um dos mais importantes movimentos políticos internacionais da história contemporânea.
O Que É Anarquismo está dividido em quatro partes que procuram dar conta de uma maneira bem geral do que seja o anarquismo, ou melhor, os anarquismos; uma vez que existem inúmeras correntes distintas que formam o que se convencionou chamar de movimento libertário.
O primeiro capítulo, A ingênua lucidez, funciona como uma introdução ao tema. Ali estão historicamente apresentadas as correntes mais marcantes no seio do movimento anarquista: o Mutualismo, inspirado no que deixou escrito o francês Pierre-Joseph Proudhon no século passado; o Coletivismo Bakuninista, que como diz o nome foi propagandeado por Michail Bakunin; o Anarco-comunismo impulsionado por P. Kropotkin; o Anarco-sindicalismo criado na França e desenvolvido posteriormente na Europa e nas Américas e, finalmente, o Individualismo Anarquista que desembocou na violência de cunho político.
O segundo capítulo, que tem por título Os ingovernáveis, apresenta um resumo da vida e da obra de alguns dos mais significativos e mais conhecidos líderes anarquistas: William Godwin, Max Stirner, Proudhon, Bakunin, Kropotkin, Leon Tolstoi, Errico Malatesta e Emma Goldman, esta última incorporada ao livro por ter sido uma das primeiras mulheres que amou, escreveu e combateu em nome do anarquismo.
No terceiro capítulo foi feito um pequeno histórico das aspirações internacionalistas dos libertários. O capítulo começa com a história da Associação Internacional dos Trabalhadores, mais conhecida como Internacional, onde Karl Marx e Bakunin travaram duras batalhas pelo controle do movimento operário europeu na segunda metade do século passado. O capítulo segue acompanhando todas as iniciativas anárquicas na tentativa de criar um organismo revolucionário internacional.
O quarto capítulo, A parte maldita, mostra e relata um pouco dos fatos do movimento anarquista onde ele foi mais forte e participante: Rússia, França, Itália e Espanha. Ai pode-se encontrar a história da repressão ao anarquismo na Rússia antes e depois da revolução de outubro de 1917; o desdobrar dos atentados de violência política na França e na Itália e uma súmula do vigoroso movimento libertário espanhol. No final, um pequeno panorama do anarquismo nas Américas e no Brasil.

   

 

 

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