CONSEA – Tekoha: Direitos Dos Povos Guarani E Kaiowá

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Ouçamos o clamor dos Guarani e Kaiowá!
Em guarani, a palavra Tekoha significa “o lugar onde somos o que somos”. É a maneira como os povos Guarani e Kaiowá referem-se à sua terra tradicional. No Tekoha, deve haver matas (ka’aguy), com frutos para coleta, plantas medicinais, águas piscosas, matéria-prima para seus artefatos, áreas para plantio da roça familiar ou coletiva, para a construção de suas habitações e lugares para atividades religiosas.
O Tekoha significa um lugar de pertencimento onde buscam a subsistência, produzem sua cultura e cultivam a solidariedade e a generosidade. O lugar onde realizam o seu “modo de ser”.
Mas esse direito lhes tem sido negado. Não é este o cenário dos acampamentos e áreas de retomadas1 dos indígenas das etnias Guarani e Kaiowá no Cone Sul do Mato Grosso do Sul.
A comitiva liderada pelo Consea, em visita à região entre os dias 28 de agosto e 2 de setembro de 2016, constatou um quadro de violência com mortes por assassinato, manifestações de preconceitos e violação de direitos humanos, em especial o Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA).
Uma verdadeira tragédia humana! Assim podemos sintetizar a dura e dramática realidade de vulnerabilidade social e de insegurança alimentar e nutricional grave desses povos.
A expansão do agronegócio, com um alto nível de degradação ambiental e contaminação por agrotóxicos do solo e dos mananciais, e o verdadeiro confinamento a que estão submetidos esses povos estão a exigir dos poderes públicos o enfrentamento da raiz dos problemas com a resposta da demarcação e titulação de terra, a garantia do Direito Humano à Alimentação e o acesso a políticas públicas, em conformidade com as cláusulas de nossa Constituição cidadã.
As crianças Guarani e Kaiowá, Kunhaí Rendy (menininha brilhante) e Yvoty Poty Porã (flor que está nascendo), de quem recebi cartas com suas reivindicações e símbolos de sua cultura, são a expressão do clamor desses povos.
Ouçamos suas vozes!

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