Está cristalizado na tradição cristã a ideia de que João Batista é o precursor de Jesus (Messias esperado), tendo como missão preparar o seu caminho. Porém, até se consolidar essa ideia houve algumas dúvidas quanto ao papel de um e de outro.
Nesta construção teológica pode-se destacar o evangelista Lucas, que se esforça em aproximar as duas figuras antes mesmo de seus nascimentos. E João, que em seu evangelho trata de apontar Jesus como Cordeiro de Deus e de negar que o Batista fosse o Messias, com a intenção de extirpar divergências em sua comunidade, entre os discípulos de João Batista e de Jesus.
João Batista é o profeta do Segundo Testamento, que rompeu com a tradição religiosa corrompida de seu tempo. Ao se dirigir para o deserto pregando a conversão e a purificação, atraiu para si uma multidão, dentro dela estava o desconhecido Jesus de Nazaré, que por um tempo foi discípulo de João, para depois então desempenhar ministério próprio.
Na sua origem, João arrebanhava multidões, com o passar do tempo vai desaparecendo a figura do precursor e entra em cena a figura de Jesus. A impressão que se tem é que houve uma “cristianização” da missão de João Batista por parte dos primeiros cristãos. É este o fio condutor que perpassa toda a presente pesquisa.
O trabalho tem pertinência e méritos, pois, o ministério de João Batista fornece uma chave de leitura para se entender o ministério de Jesus. Sem João Batista, nosso conhecimento acerca de Jesus seria mais pobre e reduzido. Sem entender a missão do Batista dificilmente se poderá entender a missão de Jesus e sua mensagem salvadora.
A Cristianização Da Missão De João Batista apresenta a relação entre os dois personagens, apontando algumas lacunas, questões ainda não tão bem resolvidas sobre a relação entre os dois, que ainda proporcionam reflexões em estudos teológicos.

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