Uma História Da Cidade Da Bahia: Com seu texto dinâmico e inteligente, Antonio Risério traça um panorama dos cinco séculos da formação do povo baiano. Distante de preconceitos, Risério reuniu sua obra em cinco capítulos, um para cada século.
Ele descreve os principais fatos e personagens da vida baiana, de sua formação política e econômica, da Colônia à geração do Cinema Novo e da Tropicália, na segunda metade do século XX, e chega aos dias de hoje, analisando as profundas mudanças vividas pela primeira capital do país.
Cinco séculos de vida de um lugar, da formação de um povo, do processo construtivo de uma sociedade diversa estão apresentados em Uma História Da Cidade Da Bahia, de Antonio Risério.
Numa visão, considerada pelo autor de panorâmica e concisa, Uma História Da Cidade Da Bahia foi escrito para todos aqueles que têm interesse em saber mais sobre o passado que se fez presente em Salvador, na Baía de Todos os Santos. Segundo Risério, o que há para ler não é a história de Salvador, mas uma, entre tantas outras existentes.
Ele se impôs uma rígida disciplina assentada num tripé: primeiro, tentou compreender as coisas e os atores históricos do modo mais despreconcebido possível. Segundo, afastou qualquer pretensão ou ânsia de originalidade, de modo que uma procura de ângulos inusitados não confundisse e, por fim, caminhou sempre em parceria com os pesquisadores e historiadores.
No primeiro capítulo, “Da Aldeia ao Engenho,” o autor fala do século XVI, visto como um período inaugural e experimental. Época da implantação do projeto lusitano para os trópicos, que não aconteceu exatamente como planejado. A mestiçagem genética e o sincretismo cultural se encarregaram de traçar uma nova realidade.
“O Século Barroco” (XVII), segundo capítulo, foi para a cidade da Bahia e seu Recôncavo um tempo de fortes contrastes: fome, pestes, riquezas e invasões holandesas. Tempo das visitações do Santo Ofício, dos cantos do poeta-músico Gregório de Mattos, do açúcar se cristalizando em divisas. Momento de consolidação do projeto colonial português.

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