Biografia do ex-presidente responsável pela construção de Brasília. Abrange os períodos da vida de Juscelino Kubitschek – do nascimento à morte num acidente considerado suspeito, passando pelo período em que trabalhou como médico, sua entrada na política, a mudança da capital do Brasil para a região centro-oeste, a modernização do Estado brasileiro e muitos outros pontos.
O autor pesquisou extensa bibliografia para escrever o livro, além de colher depoimentos de pessoas ligadas a JK e seu governo (os depoimentos mais recentes são do ano de 2013).
Há muita grandeza em JK. Menino pobre de Diamantina, telegrafista, médico, homem público, prefeito de Belo Horizonte, governador de Minas. Ele assume a Presidência da República em 31 de janeiro de 1956.
Pensava grande. “Não vejo sentido nas vidas que se economizam, que se recusam a consumir-se na chama de um ideal.” Visionário, inovador, audacioso construtor de sonhos. Inesgostável disposição de correr riscos. “Deus poupou-me o sentimento do medo.”
É o poeta da ação, resumiu Afonso Arinos de Melo Franco. Elegante, otimista, alegre, extrovertido, ímã de simpatia. “Quem não quiser ser amigo de Juscelino deve ficar a pelo menos seis léguas de distância dele”, afirmou San Tiago Dantas.
Vinha de duas gestões brilhantes, confiava no Brasil e nos brasileiros. No auge da guerra fria, lidera a disparada do desenvolvimento com democracia. Muda mentalidades, moderniza, lidera a reinvenção do país. Queria avançar cinquenta anos em cinco.
Impossível, claro. Mas realiza as mais sólidas, amplas e profundas mudanças estruturais da história nacional. Executa um ousado Programa de Metas. Trinta setoriais e Brasília, construída em 42 meses no sertão goiano. Investimentos maciços em energia, transportes, indústria de base, alimentação e educação.
Promove a marcha para o interior e a integração nacional. Implanta a indústria automobilística, faz grandes hidrelétricas e mais de 20 mil quilômetros de rodovias. Cumpre todas as metas. “Nunca deixei uma obra pela metade. O que projeto, faço.”
A economia cresce quase 50% reais, o nível de emprego muda de escala. Intenso florescimento das artes. Com o cinema novo, a poesia concreta, a bossa nova, a literatura, o teatro, as artes plásticas, a arquitetura modernista e mais.
Brilho também no esporte, como no futebol de Pelé e Garrincha, paixão popular, campeão do mundo na Suécia. Elevação da autoestima. O país crescia e aparecia, impressionava no exterior. Parecia dar certo. Cintilava, apesar de preocupado com o assanhamento da inflação. Guimarães Rosa: “JK é o poeta da obra pública”.
Anos JK, Anos Dourados. Consagra-se como homem de visão e ação, hábil governante e admirável empreendedor público, presidente mais querido do Brasil, candidato forte à reeleição, em 1965.

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