Eduardo Galeano – Dias E Noites De Amor E Guerra

Posted on Posted in Literatura Estrangeira

Dias E Noites De Amor E Guerra é um livro pra se ter na cabeceira, daqueles que você nunca termina de ler, porque está sempre indo e voltando numa história que não tem pontas, nem fim, nem começo, pois tudo é amarrado pelo mesmo fio da poesia. São vários textos curtos, alguns com apenas um parágrafo, com relatos do cotidiano de um exilado – ninguém menos do que Eduardo Galeano – durante os anos de chumbo na América Latina.
Suas andanças por vários países, os amigos que desapareciam sem aviso, os filhos crescendo longe, o tempo passando em descompasso com o calendário e a humanidade em volta definhando sob a nuvem negra das ditaduras. A esperança, no entanto, resistia com bravura, apesar da dor lancinante de viver num mundo sem liberdade. Ao fim, há de se admitir: foram todos salvos pela poesia.
Além do cotidiano opressor, Galeano narra visões, alucinações e sonhos, provando que até mesmo o inconsciente humano está exposto à insanidade de uma vida sem liberdade
Dias E Noites De Amor E Guerra são histórias vividas em épocas de violência e intolerância. Relatos que resgatam a memória do terror étnico e político pelo mundo, com ênfase nos “anos de chumbo” da América Latina. A rotina daqueles que, por motivos políticos, se viam obrigados a abandonar suas casas, seus países, seus parentes, formando uma enorme diáspora de uruguaios, argentinos, brasileiros, paraguaios, chilenos etc. As pequenas e as grandes tragédias de uma época em que as ditaduras militares, com enorme violência, ocupavam quase a totalidade dos países latino-americanos.
Eduardo Galeano, um dos maiores escritores do continente, recupera em Dias E Noites De Amor E Guerra, as histórias, os homens comuns, o cotidiano destes anos de resistência à intolerância. Um livro marcado pela memória de um período negro (os anos 60 e 70), mas que mostra de forma generosa e fascinante as alegrias, os amores e o humor que é capaz de sobreviver à violência e ao terror.

Deixe uma resposta