Adam Kucharski – A Ciência Da Sorte

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Em junho de 2009, um jornal britânico contou a história de Elliot Short, um ex-investidor que ganhou mais de £20 milhões apostando em corridas de cavalos. Ele tinha uma Mercedes com chofer, mantinha um escritório no exclusivo distrito de Knightsbridge em Londres e com frequência bancava enormes contas nos bares dos melhores clubes da cidade. Segundo o artigo, a estratégia vencedora de Short era simples: sempre apostar contra o favorito. Como o cavalo mais bem cotado nem sempre ganha, foi possível fazer uma fortuna usando essa abordagem. Graças a esse sistema, Short obteve imensos lucros em algumas das mais conhecidas corridas da Grã-Bretanha, desde £1,5 milhão no Festival de Cheltenham até £3 milhões no Royal Ascot.

Houve um tempo em que a banca sempre ganhava. Agora, cientistas e matemáticos estão dando aos jogadores uma vantagem competitiva.
Físicos domaram a aleatoriedade da roleta, cientistas de computação estão transformando a estratégia do pôquer e estatísticos sabem o que faz um cavalo campeão. Matemática e ciência revolucionaram os jogos de apostas.
Mas a recíproca é verdadeira: as apostas também revolucionaram a ciência e a matemática. Fermat e Pascal usaram jogos de dados para fixar as bases da teoria da probabilidade; Von Neumann e Turing acharam inspiração no pôquer; o jogo de paciência ajudou Stanis aw Ulam a desenvolver a bomba de hidrogênio. A busca pela aposta perfeita tem influenciado campos tão diversos quanto teoria do caos, psicologia comportamental e inteligência artificial.
Em A ciência da sorte, o premiado escritor Adam Kucharski nos leva por mesas de roleta de Las Vegas, loterias e pistas de corrida de cavalos de Hong Kong para contar a história de homens e mulheres que venceram a banca – e mudaram as nossas ideias fundamentais sobre chance, aleatoriedade e sorte.
Num percurso que abrange matemática, psicologia, economia e física, você conhecerá robôs capazes de blefar e manipular oponentes, o matemático que jogou uma moeda para o alto 25.000 vezes para estudar probabilidade e universitários que lucraram explorando uma brecha nas loterias.

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