Além de Martinho Lutero, você saberia citar outros reformadores? A história dessas pessoas são inspiradoras e merecem ser visitadas em detalhes.
A Igreja cristã da Idade Média havia se corrompido de tal maneira que muitos dos ensinamentos da Bíblia haviam sido totalmente distorcidos. É nesse contexto que surgem reformadores dispostos a sacrificar a própria vida para que a realidade fosse transformada.
Com uma combinação única de relatos históricos e comentários teológicos, História da Reforma, de Carter Lindberg, traça um panorama dos acontecimentos que levaram à Reforma Protestante e dos efeitos que repercutiram desde então.
De maneira vívida e acessível, Lindberg retrata a Reforma amplamente, sem ignorar nenhum contexto. Sociedade, religião, economia, política e personagens marcantes são reunidos para formar uma narrativa cativante sobre um dos maiores acontecimentos da história do cristianismo.
Tendo como pano de fundo inicial o final da Idade Média, o autor passa em seguida a relatar toda a complexidade dos movimentos que surgiam por toda a Europa, as diferentes reformas que culminam numa grande Reforma. O leitor ainda tem a oportunidade de refletir sobre o legado da Reforma para os dias atuais.
A influência da Reforma estendeu-se além das culturas euro-americanas, espalhando-se mundo afora. Pesquisadores buscam a influência do calvinismo em condições sociais da república sul-africana e do luteranismo em desenvolvimentos modernos na Alemanha e no curso do judaísmo.
O antes eurocêntrico International Congress for Luther Research (Congresso Internacional de Pesquisas Luteranas) inclui, agora, participantes do chamado “terceiro mundo”, preocupados não apenas com a aplicabilidade eclesiástica da teologia de Lutero, mas com sua relevância para a liberdade e os direitos humanos.
A natureza global da pesquisa sobre o assunto evidencia-se na tradução de escritos dos Reformadores em várias línguas asiáticas e na existência de projetos de pesquisa em todo o mundo, inclusive na República Popular da China, sem mencionar seu impacto em diálogos ecumênicos entre cristãos e discípulos de outras religiões mundiais.

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