Em busca do tempo perdido é uma das maiores criações da literatura mundial. Dividida em sete livros, a obra-prima de Marcel Proust foi publicada entre 1913 e 1927, e sua beleza e força vão se revelando cada vez mais impactantes com o correr dos anos.
Os sete volumes que constituem a obra são:
1. No caminho De Swann
2. À Sombra Das Moças Em Flor
3. O Caminho De Guermantes
4. Sodoma E Gomorra
5. A Prisioneira
6. A Fugitiva
7. O Tempo Recuperado

Pelas suas ambições (alcançar a substância do tempo para poder se subtrair de sua lei, a fim de tentar apreender, pela escrita, a essência de uma realidade escondida no inconsciente “recriada pelo nosso pensamento”), sua desproporção (quase 3500 páginas na coleção de bolso), e sua influência em trabalhos literários e nas pesquisas a vir (Proust é considerado como o primeiro autor clássico de seu tempo), “Em busca do tempo perdido” se classifica entre as maiores obras da literatura universal.
Proust teceu a Primeira Grande Guerra na sua história, incluindo o bombardeamento aéreo de Paris; os pesadelos de juventude do narrador transformaram-se num campo de batalha, com 600.000 alemães mortos na luta por Méséglise, e com Combray dividida entre os dois exércitos.
Embora Proust fosse contemporâneo de Sigmund Freud, nenhum dos dois conhecia a obra do outro. O Dr. Howard Hertz, da Universidade de Pasadena City, comparou a obra de Proust com a de Melanie Klein, uma estudiosa das teorias freudianas.
O papel da memória é central no romance. Quando a avó do narrador morre, a sua agonia é retratada como um lento desfazer; em particular, as suas memórias parecem ir-se evaporando dela, até já nada restar. No último volume, O Tempo Reencontrado, o autor utiliza uma analepse, e faz com que o narrador recue no tempo das suas memórias, em episódios desencadeados por recordações de cheiros, sons, paisagens ou mesmo sensações táteis.

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