Gareth Stedman Jones – Karl Marx: Grandeza E Ilusão

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Em Karl Marx: Grandeza e ilusão, Gareth Stedman Jones oferece tanto uma biografia do pensador como uma história intelectual de sua época desafiadora, que viu emergir novas concepções sobre Deus, capacidades humanas e sistemas políticos. Nesse retrato, Marx surge como um homem muito além do mito, permeável às transformações políticas e capaz de mudar de ideia — às vezes de maneira radical.
Marx nasceu num mundo que ainda se recuperava da Revolução Francesa, do governo napoleônico na Renânia, da iniciada emancipação dos judeus e do sufocante absolutismo prussiano. O ambiente intelectual europeu havia sofrido várias reviravoltas depois das ideias de Kant, Hegel, Feuerbach, Ricardo e Saint-Simon, entre outros, que seriam aproveitadas por Marx na constituição de uma obra de impacto poucas vezes igualada.

Karl Marx ficou conhecido no mundo inteiro como o notório revolucionário que, em nome da Associação Internacional dos Trabalhadores, tinha defendido a Comuna de Paris em 1871. Em consequência dessa notoriedade, prestou-se uma atenção cada vez maior à sua obra como teórico do socialismo e do comunismo. A publicação de O capital em 1867, primeiro em alemão e subsequentemente em russo, francês, italiano e inglês, fez de Marx o mais destacado teórico do socialismo de sua época, e criou grupos de seguidores na Europa e na América do Norte. O conhecimento de suas ideias foi difundido em particular por seu amigo íntimo e estreito colaborador Friedrich Engels, que afirmava que graças à obra de Marx o socialismo não era mais apenas uma “utopia”. Era uma “ciência”. O capital anunciava o colapso iminente do modo de produção da época e sua substituição pela sociedade socialista ou comunista do futuro.
A Revolução Russa de 1917 e uma série de outras revoluções tentadas na Europa central na esteira da Primeira Guerra Mundial foram todas atribuídas aos ensinamentos de Marx. Essas, por sua vez, foram seguidas, no período do entreguerras, pelo crescimento de partidos comunistas ao estilo soviético, que depois da Segunda Guerra Mundial ficaram em posição favorável para assumir o controle de Estados em boa parte da Europa oriental.

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