“De 1975 a 1979, o Khmer Vermelho matou cerca de 2 milhões de cambojanos, quase um quarto da população do país, por meio de execuções, fome, doenças e trabalhos forçados.
Esta é uma história de sobrevivência: a minha e a de minha família.
Embora estes acontecimentos façam parte da minha experiência de vida, minha história está refletida na vida de milhões de cambojanos. Se você tivesse vivido no Camboja durante aquele período, esta seria também a sua história.”
Primeiro Mataram Meu Pai, que conta a história da jovem Loung Ung e sua trajetória para escapar do regime do ditador Pol Pot, no Camboja.
Filha de um oficial de alto escalão do governo do Camboja, a menina teve uma vida privilegiada até o início da sua infância. Tudo mudou em abril de 1975, quando foi instaurado no país um dos piores regimes da história, o Khmer Vermelho, responsável pela morte de cerca de 2 milhões de cambojanos na época.
Quando o exército invadiu a cidade, Loung e sua família passaram a correr sério risco, já que seu pai era agente do governo. Por um tempo, eles se disfarçaram e conseguiram ficar unidos, mas seus pais foram descobertos e executados.
A partir daí, Loung precisou fugir e acabou em um campo de formação de crianças-soldado, onde foi treinada para se tornar um dos membros do exército comunista. Já seus irmãos foram mandados para um campo de trabalhos forçados.
Primeiro Mataram Meu Pai conta a jornada de Loung e de sua família durante esses anos terríveis. Contudo, este não é um mero relato sobre os horrores de uma ditadura. Sua história é o testemunho da força do espírito humano, capaz de manter a esperança e o amor vivos mesmo em meio à tragédia.
Apesar de todo o sofrimento, a jovem não desistiu de mudar sua vida. Aos dez anos, ela conseguiu fugir para a Tailândia com um de seus irmãos e, anos depois, chegou aos Estados Unidos.

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