Sandra Mara Alfonso – O Violão, Da Marginalidade À Academia

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O Violão, Da Marginalidade À Academia volta-se para um tema de história e cultura e propõe o estudo de importantes aspectos ligados à trajetória do violão no Brasil, com vistas a relacionar essa trajetória com a história de vida do violonista Jodacil Damaceno, a fim de reconhecer nessa história uma luta em prol da valorização e da oficialização do ensino do instrumento no país.
A música é uma rica fonte documental. A partir de um diálogo entre os estudos de música e os de outras áreas do conhecimento, sobretudo a historiografia, podemos compreender as realidades sociais porque há uma relação do produto artístico com o contexto no qual está inserido.
Observamos a música construindo significados e dando um sentido às mais variadas práticas sociais ou culturais. Somos rodeados pela música, que atinge o ouvinte física e emocionalmente.
As relações sociais e culturais ganham sentido na forma de música e são verificadas na ligação da música com as diversas religiões e seus ritos, nos cantos de trabalho, manifestações de protestos e também em momentos de entretenimento.
A pesquisa destaca que o violão é um instrumento presente no cotidiano dos brasileiros, seja nas ruas, nos morros, nas salas de concertos, nas escolas de música, vivendo entre o preconceito e o prestígio. O estudo da sua trajetória e dessa realidade social é que fornecerá subsídios para a compreensão das relações entre passado e presente.
É importante compreender os violonistas brasileiros que marcam seu lugar na sociedade com suas práticas e lutas pelo reconhecimento e afirmação do instrumento no meio social. E, no âmbito deste trabalho, subsidiar a pesquisa que tem como propósito desvelar a história de vida de Jodacil Damaceno em diálogo com a trajetória do violão no Brasil, a fim de reconhecer o valor dado ao instrumento e a oficialização do seu ensino nos cursos superiores do país.
No Brasil, felizmente, a produção científica sobre o violão se tornou mais intensa principalmente a partir da década de 1990, mas em relação a outras áreas da música essa produção está ainda em defasagem, talvez pelo próprio processo histórico pelo qual passou o instrumento, vítima de preconceitos, julgado como vulgar e sem valor artístico, embora presente na música brasileira, tanto popular quanto erudita.
É fundamental sublinhar que esta pesquisa destaca, sobre os trabalhos dos violonistas brasileiros, as ações de Jodacil Damaceno, tendo em vista que elas marcaram profundamente a história do violão no Brasil e tornaram-se fatos históricos por serem reconhecidas socialmente.

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