A primeira edição do programa de extensão Ateliês Em Artes Cênicas: Produção, Extensão E Difusão Cultural foi realizada no ano de 2011, no município de Uberlândia-MG, por meio de uma parceria entre o Curso de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e instituições, organizações e grupos sociais locais.
Acreditamos ser da natureza do trabalho artístico o compartilhamento e a circulação da produção das pesquisas, bem como o “fazer junto” com diferentes setores sociais.
Esta publicação, como parte das ações que foram previstas no programa, visa compartilhar diferentes experiências que concretamente apresentam outros paradigmas a partir dos quais podemos seguir na reflexão sobre a questão da extensão e o papel da arte e da cultura nas políticas de ação social.
O Encontro Mundial de Artes Cênicas ocorrido nas cidades do Rio de Janeiro e Belo Horizonte em 2006 teve como tema Teatro em tempos de guerra. Durante uma semana, artistas, pesquisadores e estudantes das Artes da Cena puderam discutir, por meio de palestras, vídeos, performances e espetáculos, a relação da produção artística, bem como as tensões existentes na sociedade contemporânea.
A arte tem como uma das suas funções primeiras, criar a possibilidade de uma apreensão poética da realidade e colaborar com o estabelecimento de novas práticas sociais. Esta é a questão basilar deste Ateliês Em Artes Cênicas.
Entendemos que a noção de cidadania na contemporaneidade deve comportar as dimensões de subjetividade, de ludicidade e do desejo como partícipes na formação de cidadãos éticos, conscientes de si, da realidade que os cerca e de suas possibilidades de transformação.
Deste modo, e apresentando reflexões diferentes em diversos contextos, acionando distintas práticas, os textos reunidos em Ateliês Em Artes Cênicas, refletem sobre como trabalhar com a(s) comunidade(s), procurando aprofundar na prática artística a discussão em torno da função social do artista na sociedade contemporânea.
Ou, ao contrário do que deseja o filósofo Platão em seu livro A república, tenhamos uma cidade ideal, cheias de artistas, figuras distantes da realidade, próximas da poesia, que apenas disseminam a mentira, desvirtuando crianças, jovens, adultos e idosos, homens e mulheres para a experiência da arte.

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