Amós Oz é um escritor e jornalista israelense. Escreve obras de ficção e não-ficção e hoje leciona teoria literária na Universidade Ben-Gurion em Bersheva, Israel. Sua filha, Fania Oz-Salzberger é historiadora e leciona na Universidade de Haifa, nos departamentos de Direito e Estudos Germânicos.
Ambos escreveram ensaios sobre literatura, judaísmo e história judaica e decidiram entrelaçar todos esses temas em um livro curto, mas ambicioso: Os Judeus E As Palavras.
A obra anuncia-se já no prefácio como um ensaio: um texto acadêmico, porém de forma mais livre, em que os autores trabalharão associações e teorias de forma consistente, mas sem deixar de ater-se ao fluxo do texto, a certa coloquialidade e, principalmente, a acessibilidade do trabalho. Os Judeus E As Palavras é, antes de tudo, um livro acessível.
Nesse livro que mistura narrativa e erudição, conversa e argumento, o romancista Amós Oz e sua filha, a historiadora Fania Oz-Salzberger, contam as histórias por trás dos nomes, dos textos, das disputas e dos adágios mais duradouros do judaísmo.
As palavras, eles argumentam, compõem o elo entre Abraão e os judeus de todas as gerações subsequentes.
Continuidade, mulheres, atemporalidade, individualismo – o rol de temas abordados é vasto. Oz e Oz-Salzberger revisitam personalidades judaicas através das eras, da suposta autora do Cântico dos Cânticos aos obscuros Talmudistas e autores contemporâneos.
Eles sugerem que a longevidade da cultura judaica, e até mesmo a singularidade do povo judeu, depende não apenas dos lugares, monumentos e personalidades heroicas ou rituais, mas da palavra escrita e do contínuo debate entre gerações.
Secularistas convictos, pai e filha deixam de lado o fervor religioso para extrair dos textos sagrados toda sua força de documento histórico, sua sonoridade poética e densidade literária.
Repleto de ensinamentos, lirismo e humor, Os Judeus E As Palavras oferece um passeio pela tradição judaica e estende a mão a qualquer leitor interessado em se juntar à conversa.

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