Epicteto, um dos grandes nomes do Estoicismo Imperial, entre os quais se incluem Sêneca, Musônio Rufo e Marco Aurélio, nasceu no ano 55 em Hierápolis, na Frígia, e morreu por volta de 135 em Nicópolis, antiga cidade localizada na entrada do Golfo Ambraciano, no Épiro.
Filho de uma serva, recebeu um nome que era comumente dado a servos na Antiguidade e que significa ‘adquirido’. Seu senhor, Epafrodito, foi secretário imperial de Nero e Domiciano.
Chegando a Roma, Epicteto passou a frequentar a escola de Musônio Rufo. Tornando-se liberto, lecionou na Cidade Eterna, onde viveu de forma absolutamente despojada.
Entre 89 e 94, quando Epicteto já era um filósofo reconhecido, Domiciano expulsou de Roma todos os filósofos. Epicteto se retirou então para Nicópolis, onde abriu sua escola de filosofia, que logo se tornou renomada.
Tinha saúde fraca e era manco. Já em idade avançada, adotou um menino que iria ser abandonado pelo pai.
Como Sócrates, nada escreveu. Seu pensamento nos chegou através de seu aluno Lúcio Flávio Arriano Xenofonte, cidadão romano de origem grega, que compilou (possivelmente com auxílio da taquigrafia) suas aulas em oito livros (As Diatribes de Epicteto), dos quais quatro sobrevivem, e constituiu o Encheirídion, uma síntese das ideias de Epicteto.
Contemporâneo de Plutarco e Tácito, Epicteto foi influente já em seu tempo, tendo tido como amigo o imperador Adriano. O imperador e filósofo Marco Aurélio Antonino foi um grande admirador e seguidor de seu pensamento. Aulo Gélio e Luciano o elogiaram.
Galeno escreveu um tratado em sua defesa, hoje perdido. Sua influência se difundiu na Modernidade, tendo sido determinante para a constituição do Neo-Estoicismo através de Justus Lipsius e Guilhaume Du Vair.
O Encheirídion, termo que, em grego, significa “adaga, punhal, arma portátil ou livro portátil, manual”, foi composto por Arriano tomando por base suas compilações das aulas de Epicteto.
Consistindo em um conjunto de apotegmas para que o seguidor do Estoicismo tenha sempre ao alcance da mão os princípios para enfrentar as dificuldades da vida e vencê-las, o Encheirídion tornou célebre o nome de Epicteto, merecendo um comentário de Simplício, que nos chegou.

   

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