Nesta seleção de ensaios, o criador de 1984 reflete sobre política, literatura, cinema e outros temas de sua galeria de obsessões pessoais. Romancista celebrado pelas distopias de 1984 e A revolução dos bichos, George Orwell também foi um prolífico repórter e colunista. Entre as décadas de 1930 e 1940, o autor de O que é fascismo? colaborou em diversos veículos da imprensa britânica. Nesta coletânea de 24 ensaios publicados em revistas e jornais, Orwell explora um amplo espectro de assuntos, sempre perpassados pela política, sua principal obsessão intelectual e literária. Com temas que variam de Adolf Hitler à pornografia, de W. B. Yeats a O grande ditador, os textos selecionados pelo jornalista Sérgio Augusto compõem um inteligente mosaico das opiniões de Orwell durante o período crítico da Segunda Guerra Mundial e do início da Guerra Fria. Com sua visão irônica do mundo conflagrado da época, os ensaios demonstram a potência criativa do “socialismo democrático” adotado pelo escritor como credo político após sua experiência na Guerra Civil Espanhola, em contraposição aos totalitarismos de esquerda e de direita então em voga.

George Orwell (1903-1950) é o pseudônimo de Eric Arthur Blair, escritor e jornalista inglês, conhecido pelo livro “1984”, cujo enredo se passa num país fictício onde há um regime político totalitário. O personagem principal do livro é um funcionário público consciente da opressão que vivia.
George Orwell nasceu em Motihari, na índia Britânica, no dia 25 de junho de 1903. Veio de família aristocrata. Seu pai trabalhava no Departamento de ópio do Serviço Civil indiano e sua mãe teve grande influência em sua carreira literária. Os estudos de Orwell foram feitos na Escola São Cipriano e posteriormente no Eton College, em Londres.
Inicialmente adepto das ideias do comunismo, George Orwell abandonou o pensamento socialista quando tomou conhecimento das atrocidades e da falta de liberdade dos países comunistas. O livro “1984” era uma crítica aos regimes totalitários. Na obra, ele retratava um mundo fictício, no qual, o personagem Winston Smith era o único que preservava um senso de liberdade interior.

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