Pierre Chaunu – A Civilização Da Europa Clássica Vol. I

Posted on Posted in Sem categoria

A imagem que da Europa clássica aqui se revela não se ajusta aos esquemas tradicionais, e as familiares figuras dos soberanos e dos militares esbatem-se no horizonte duma época estudada, antes de mais, a partir da realidade das suas estruturas profundas, desembocado nas promessas que inauguram as descobertas da tecnologia e da ciência.
Possuindo, por si mesma, força e unidade, esta exposição faz constantemente sentir como, sob o extenso mosaico dos fatos, a civilização abordada exprime uma personalidade própria, sedutora e algo trágica.
Toda a obra se centra na oposição entre o conservadorismo tenaz duma civilização material espantosamente estável e a explosão revolucionária das obras do espírito. E é sobre este contraste fundamental que um foco de luz, voluntariamente brutal e revelador, incide.
Deste modo, a Civilização da Europa Clássica remete para uma história quantitativa, serial e comparativa. As periodizações e as análises estruturais e dinâmicas revelam algumas influências do pensamento marxista.
No seio do seu vastíssimo trabalho escolhemos apenas alguns títulos que tocam o assunto central da obra estudada. Desta feita, a tese Séville et l’Atlantique (1959), da Civilization de l’Europe Classique et l’Europe des lumiéres (1971), Histoire quantitative, histoire sérielle (1978), entre muitas outras publicações e discursos, acentuam um estudo que parte das variações para chegar a um todo homogêneo.
A Civilização da Europa Clássica integra o autor no conjunto da sua investigação. Aos agradecimentos feitos por Chaunu, a todos os que possibilitaram a realização deste trabalho segue-se um prefácio assinado por Raymond Bloch. Genericamente, apresenta-se resumida toda a sua obra.
A Europa Clássica, período que abrange o ano de 1620 até 1750, é o resultado de um processo evolutivo e de maturação que se inicia no âmbito das mentalidades.
Na introdução, o autor reforça as palavras de Raymond Bloch, denotando-se uma perspectiva que assenta no conceito de continuidade e progressividade histórica.
Na primeira parte intitulada de “Estado e Estados”, subdividida em quatro capítulos num total de 149 páginas (onde se destacam 27 mapas e 2 gráficos) é elaborada uma descrição político-institucional dos chamados Estados Modernos.
A orgânica estatal forma-se a partir a partir de causas diversas e a sua existência depende quer do reconhecimento interno, quer do reconhecimento por parte dos outros estados.

Deixe uma resposta