Esta é a mais completa biografia do homem que unificou a Alemanha e dominou, durante quase três décadas, o cenário político mundial.
Otto von Bismarck— qual Pedro o Grande, Napoleão e Churchill – tornou-se lendário em vida; no ápice da sua glória, Bismarck era considerado mais como uma instituição do que como um ser humano.
É precisamente neste ponto que se destaca a obra de Alan Palmer, revelando o homem que se escondia atrás da máscara de “Chanceler de Ferro” e descobrindo a complexa personalidade de Bismarck.
Este livro é o resultado de uma pesquisa exaustiva e revela detalhes inéditos sobre a infância e a adolescência de Bismarck, mostrando como ele se transformou no mais poderoso conselheiro de um monarca desde Richelieu. Os contemporâneos reverenciavam-lhe a personalidade, admirados com o refinamento de sua ação de estadista.
O primeiro livro em inglês sobre a vida de Bismarck (tradução da biografia de Hesekiel, em alemão) foi lançado em Londres já em 1870, em fevereiro, meses antes de eclodir a Guerra Franco- Prussiana, e o interesse pelo criador do Segundo Reich não diminuiu, absolutamente, passado mais de um século.
A cada mês vêm à luz estudos de especialistas e publicações periódicas, com novidades em material documentário referente a sua política e à sua vida particular. Cerca de uma quarta parte dos livros e artigos citados na bibliografia altamente selecionada do presente trabalho foi publicada nos últimos dez anos, daí não constarem dos 6138 itens da excelente Bismarck Bibliographie, de Hertel e Born, editada em 1966.
Figura histórica de tamanha importância pode ser retratada de muitas maneiras; ao escrever esta biografia concentrei-me no homem em si, o indivíduo, o estadista, não tanto no contexto econômico e social de sua Alemanha, analisado com a maior proficiência acadêmica, faz poucos anos, pelos professores Hamerow e Pflanze.
O que Bismarck disse, fez e escreveu, permanece fascinante e, no entanto, pareceu-me sempre, tem significados diferentes para cada um que busca compreendê-lo. Tentei, então, até onde possível, preservar a continuidade de sua vida em ação, e não sucumbir às paixões candentes que têm levado tantos historiadores a se colocarem “pró” ou “contra” o Chanceler de Ferro.

Deixe uma resposta