Emiliano Fittipaldi – Avareza

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Há muitos anos que se suspeita que a Igreja Católica caiu no pecado mortal da Avareza. Mas só agora, graças à investigação minuciosa de Emiliano Fittipaldi, foi possível reunir uma verdadeira avalanche de provas.
Quem trai o Papa Francisco por trinta moedas de prata (ou, frequentemente, por muitos milhões)?
A imensa repercussão deste Avareza na Itália fez com que, de investigador, seu autor passasse a ser investigado no Vatileaks, o escândalo envolvendo o vazamento de documentos secretos da igreja.
Uma série de documentos internos do Vaticano lançam um retrato perverso do império financeiro da Igreja: os luxos que se concedem aos cardeais, as fraudes fiscais de milhões de dólares, os avultados investimentos imobiliários por todo o mundo e os gastos exorbitantes da Cúria. Quão grande é, e onde se encontra o patrimônio do Vaticano? Qual o destino do dinheiro dos donativos?
As respostas a estas questões, reveladas por Fittipaldi, surgem num momento crucial na história do Vaticano, em que o Papa Francisco assume o desafio hercúleo de enfrentar a Avareza que corrói a própria essência da Igreja. Mas embora mereçam a condenação do Papa, os pecados podem ser já demasiado grandes para serem facilmente perdoados.
O dinheiro do Vaticano entra sobretudo pela mão dos fiéis, que esperam vê-lo aplicado em obras de caridade. Em 2012, as esmolas recolhidas para apoiar os pobres somaram 53,2 milhões, mas só 11 milhões foram para ajudar os mais desfavorecidos. A Cúria romana ficou com 35,7 milhões. Está investido em ações como as da petrolífera Exxon, e bens imobiliários.
Depois de receber uma lista de propriedades da Igreja em Londres, Paris e Roma, no valor de 4 mil milhões de euros, o jornalista da revista italiana L’Espresso passou um ano a investigar a gestão das finanças das instituições que gerem os bens da Igreja Católica. Fittipaldi descobriu que as esmolas são transformadas em fundos e que as beatificações são verdadeiras máquinas de fazer dinheiro.

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