Será a América o novo império mundial? Presidentes e políticos podem tê-lo negado mas, como mostra Niall Ferguson em Colosso, os Estados Unidos da América são, de muitas maneiras, a maior potência imperial de todos os tempos.
Os Estados Unidos sempre foram um império, expandindo-se para Ocidente durante o século XIX e ascendendo à dominação global no século XX. Mas o colosso americano dos nossos dias estará realmente apetrechado para fazer de Atlas e suportar o peso do mundo sobre os seus ombros?
Os Estados Unidos, revela Ferguson, são um império com o vácuo por base, enfraquecido por um deficit crônico de dinheiro, de mão de obra e de vontade política. Quando a “Nova Roma” cair, avisa Ferguson, será por motivos internos.
Em Colosso, o autor procura responder a perguntas como – Por que os americanos parecem se sentir desconfortáveis ao ouvir que seu país é um império e por que, ao mesmo tempo, o mundo inteiro parece considerar os Estados Unidos como um país que deseja dominar e controlar todos?
Na tentativa de comprovar que, embora tenha algumas características diferentes de outros países como a Inglaterra, a França e a Espanha, os Estados Unidos são um império. Niall Ferguson apresenta as origens e as características desse país, seus pontos fortes e fracos, e apresenta sua visão de qual será seu futuro diante da conjuntura mundial, com potências como a União Europeia e a China.

A defesa de um império americano em Colosso tem duas partes. Primeiro, há os argumentos a favor da sua existência funcional; segundo, os argumentos a favor das vantagens de um imperialismo americano consciente.
Por imperialismo consciente – tenha em mente, por favor –, eu nunca quis dar a entender que os Estados Unidos deveriam se proclamar deliberada mente um império e o presidente imperador; longe de mim. Simplesmente quero dizer que os americanos precisam reconhecer as características imperiais do seu próprio poder hoje e, se possível, aprender com as conquistas e os fracassos de impérios anteriores.

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