Djalmar Stüttgen – No Credo

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Muito se discute sobre a escravidão no Ocidente; seus malefícios, povos que foram dizimados, gerações que perderam suas raízes culturais, Senhores ‘bons’ e ‘maus’, defensores – contra e a favor –, razões históricas, sociais e econômicas, povos que praticavam, captura, sofrimentos, quantidade, preço, guerras, leis, paladinos de libertação, etc. e etc.
Mas perguntas – e respostas – que deveriam ser enfrentadas, consideradas, são: Como povos que proclamam na sua máxima de conduta moral e religiosa de “Amar ao próximo”, capturavam, compravam, vendiam, trocavam, matavam, penhoravam, leiloavam, herdavam, doavam, abandonavam, e castigavam escravos? Como aguardavam com suas consciências tranqüilas – dentro de suas igrejas – alcançar o “Paraíso”, os que possuíam cativos de um a centenas de humanos? Como a praticavam sem o menor constrangimento – social, moral, familiar, e religioso?
O objetivo destas letras é informar ao interessado o âmago, o cerne desta tranquila consciência escravagista – de ‘exploração do próximo’ ou ‘do distante’.
Os itens listados acima são conseqüências dentro de uma sociedade política-religiosa, com princípios de espoliação escravista.
Estava (e está como exemplificado a seguir), fundamentada e associada a uma concepção religiosa que permite à seus adeptos a livre escravatura; captura e servidão com aval teocrático.
Os procedimentos de como capturar escravo, seu preço comercial, compra – venda, manejo, tratamento, corretivo, uso sexual, destino de prole – filhos e seus descendentes –, sua obrigação, sujeição, etc., estão claramente estabelecidas, por absurdo que possa parecer, em seu livro-guia e mestre religioso; o livro bíblico do deus Jeová.
Vejamos os antecedentes:
Por volta do ano 1300 AEC (segundo a cronologia do Antigo Testamento), quando o personagem bíblico Moisés recebe os mandamentos do deus Jeová, este próprio deus ordena ao seu “povo eleito” que invada e se aproprie da chamada “Terra da Promessa”, e estabelece legislação referente a procedimentos de como exterminar, capturar, utilizar, negociar, castigar, etc. aos habitantes deste território, e a de outras regiões.

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