Cada Homem É Uma Raça apresenta 11 contos (“estórias”) – “A Rosa Caramela”, “O apocalipse privado do Tio Geguê”, “Rosalinda, a nenhuma”, “O embondeiro que sonhava pássaros”, “A princesa russa”, “O pescador cego”, “O ex-futuro padre e sua pré-viúva”, “Mulher de mim”, “A lenda da noiva e do forasteiro”, “Sidney Poitier na barbearia de Firipe Beruberu”, “Os mastros do Paralém” – contos de encantar, pela extraordinária capacidade de nos envolver em todos aqueles cenários deslumbrantes.
Em Cada Homem É Uma Raça, Mia Couto brinda o leitor com uma coleção de personagens extraordinários de sua terra natal, Moçambique. São histórias líricas que encantam pela diversidade cultural e por seus cenários maravilhosos.
Mia Couto é um escritor sobretudo generoso. Em Cada Homem É Uma Raça, publicado originalmente em 1990, ele prova isso mais uma vez. Os indivíduos são sempre objeto de fascínio e a descrição de suas vidas jamais traz qualquer julgamento.
Com sua escrita poética inconfundível, que resulta num português com a melodia das línguas africanas, ele apresenta um rico universo de vivências de figuras moçambicanas. Se no conto “A Rosa Caramela” acompanhamos os dissabores de uma mulher corcunda que enlouqueceu depois de ter sido abandonada ao pé do altar, em “A princesa russa” a situação é de uma estrangeira que se vê num país desconhecido e com um marido hostil, e se alia a um de seus empregados nativos para sobreviver.
“A lenda da noiva e do forasteiro” e “O embondeiro que sonhava pássaros” são exemplos dos contos mágicos e exuberantes de Mia, ao passo que “O apocalipse privado do tio Geguê” e “Os mastros de Paralém” têm um cunho político mais claro.

Mia Couto nasceu em 1955, na Beira, Moçambique. É biólogo, jornalista e autor de mais de trinta livros, entre prosa e poesia. Seu romance Terra sonâmbula é considerado um dos dez melhores livros africanos do século XX. Recebeu uma série de prêmios literários, entre eles o Prêmio Camões de 2013, o mais prestigioso da língua portuguesa, e o Neustadt Prize de 2014. É membro correspondente da Academia Brasileira de Letras.

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