Roger Chartier – A Ordem Dos Livros

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Com A Ordem dos Livros, Chartier evoca a necessidade de se decifrar os mecanismos que fundamentam os processos de produção, de comunicação e de recepção dos livros e afins para compreender os princípios que governam a “ordem do discurso” nas obras e suas íntimas relações estabelecidas entre humanidade e saber.

A Ordem dos Livros é um livro para quem se interessa pela história da leitura, mas principalmente, sobre a história dos autores, copyright e biblioteca.
Chartier faz uma reflexão acerca destes temas, contando-nos as revoluções que transformaram o mercado editorial e o nosso modo de ler.
Também reflete sobre a revolução eletrônica, que talvez transformaria nossa forma de leitura, e que também transformaria nossa cultura da escrita. Neste contexto, pensando a biblioteca do futuro (a possível biblioteca de Babel de Borges), o autor argumenta que os livros devem ser guardados e preservado. Se não para serem consumidos, pelo menos para salvar nossa cultura.

As relações estabelecidas entre a humanidade e o saber, entre a cultura e a massa, entre os livros e os leitores são os fundamentos de A Ordem dos Livros que fascina desde a primeira página. Ao argumentar que os artifícios de leitura dos sentidos de um texto são infinitos como as possibilidades do conhecimento e de propagação da cultura, Roger Chartier abre uma perspectiva de análise de uma temática tão apaixonante quanto vasta: reconhecer as modalidades diversas do processo de “armazenamento do saber” nos livros e sua interação entre as identidades dos leitores e a arte de ler. Sensível, acessível e profundo, este estudo também objetiva mostrar que os livros, na condição de “realidades físicas do saber disperso”, são objetos cujas formas estão em estreita ligação com a noção de mundo dos leitores, cada dia mais plural, devido principalmente ao advento da informática e suas vastas possibilidades de aquisição do conhecimento a partir da leitura.

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