Este livro aborda a condição de ser mulher na sociedade patriarcal, a partir do estudo dos motivos e dos métodos utilizados para a construção dos “cativeiros” das mulheres, que, com estruturas firmes de controle social, expressam o ápice de sua violência ao submeter mulheres à situação de cárcere.
O objetivo principal é compreender a relação entre o papel social da mulher e os fatores estruturantes da criminalidade feminina. A obra identifica, no discurso criminológico, como essa condição é interpretada no decorrer do tempo e dos avanços históricos, e os papéis sociais impostos ao sexo feminino e sua inter-relação com a criminalidade.
Destaca-se que diversas personalidades referentes às mulheres emergiram nos registros – da bela, recatada e do lar à revolucionária –, evidenciando que a criminologia se utilizou do acesso do controle social às relações privadas – autoritárias quanto à permanência de padrões patriarcais – para identificar e selecionar condutas como desviantes, com ênfase ao controle da sexualidade das mulheres.
A construção das desigualdades entre mulheres e homens nas diversas esferas da sociabilidade humana se estende às práticas delitivas; assim, após relatar a formação da criminologia, investiga-se a criminologia crítica, com o fim de apontar a posição do movimento feminista, inserido e representado dentro do sistema criminal.
Por fim, quanto à situação da mulher e o cárcere, quer-se situar dentro das violências estruturais a extrema condenação de estar no cárcere, relatar a atual conformação da população feminina carcerária no Rio Grande do Sul, para, então, ouvir algumas histórias dessas mulheres privadas de liberdade.
Pretende-se saber quais são as condutas femininas ainda consideradas como desviantes para o pensamento criminológico e para o sistema criminal. O método de abordagem utilizado é o dialético, a técnica de pesquisa utilizada é a pesquisa bibliográfica, e as entrevistas são do tipo semi estruturadas e com análise de conteúdo.

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