Entre as maravilhas que a ciência tem revelado sobre o universo em que vivemos, nenhuma vem causando maior fascínio e frenesi do que a evolução.
Isso provavelmente porque nenhuma majestosa galáxia ou neutrino fugaz tem implicações que se mostrem tão pessoais. Saber a respeito da evolução pode transformar-nos de uma maneira profunda.
Mostra nosso lugar dentro de todo o esplêndido e extraordinário arsenal da vida. Cria um vínculo entre nós e cada ser vivo que há na terra hoje e nos liga a miríades de criaturas mortas há muito tempo.
A evolução fornece um relato fiel de nossas origens e toma o lugar dos mitos que nos convenceram por milhares de anos. Alguns acham isso muito assustador, outros acham que é algo indizivelmente estimulante.
Charles Darwin, é claro, pertenceu ao segundo grupo e expressou a beleza da evolução no famoso parágrafo final do livro que deu início a isso tudo – Sobre a origem das espécies, de 1859.
Mas existem ainda mais razões para nosso assombro. Pois o processo da evolução – a seleção natural, o mecanismo que levou a primeira e desguarnecida molécula replicante a uma diversidade de milhões de formas fósseis e viventes – é um mecanismo de espantosa simplicidade e beleza.
E somente aqueles que entendem isso podem experimentar o assombro de compreender que um processo tão simples pode produzir aspectos tão diversos como uma flor e uma orquídea, a asa de um morcego e a cauda de um pavão.
A teoria de Darwin de que toda vida é fruto da evolução e de que o processo evolucionário foi guiado em grande parte pela seleção natural tem sido considerada a maior ideia que alguém já teve. Mas é mais do que apenas uma boa teoria ou mesmo uma bela teoria.
Também é verdadeira. Embora a ideia de evolução em si não seja originalmente de Darwin, a copiosa evidência que ele reuniu em favor dela convenceu a maioria dos cientistas e muitos leitores instruídos de que a vida de fato muda ao longo do tempo.

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