Wilhelm Reich foi um psiquiatra e psicanalista mais conhecido por sua denúncia agressiva à sexualidade da miséria remontada dos primórdios do patriarcalismo e, creio, que nos dias de hoje Reich também estaria criticando a miserabilidade sexual, uma vez que os ideais valorativos continuam vigente, separando homens e mulheres com polaridades socioculturais opositoras para mais ou para menos esclarecimentos.
Ainda, o casamento, instituição que Reich fez total oposição, continua sendo algo desejado por uma ampla maioria, com mudanças no visual mas com juras e promessas ante o padre, o juiz e os códigos morais de fidelidade e posse. Se sequer ver o que sobrou da face despótica da era medieval, onde a Igreja bradava com fogo e espada, basta olhar para o casamento enquanto ofício.
Decorrente da história primitiva de uma sociedade matriarcal onde Reich não via repressão da sexualidade, a modernidade é construída, ao contrário, sobre um sistema patriarcal com ênfase em um casamento monogâmico, que serve para desenvolver traços de caráter autoritários e sustentar um sistema social baseado na exploração e dominação.
Em Casamento Indissolúvel Ou Relação Sexual Duradoura? Wilhelm Reich trata sobre o casamento. Reich examina este problema de dois pontos de vista, o econômico e o sexual. Reich explica que o casamento do ponto de vista econômico baseia apenas na relação compulsória entre homem e mulher, em que a base são interesses econômicos ressaltando o papel da mulher e dos filhos, este é caracterizado como casamento indissolúvel. No ponto de vista sexual, Reich trata o casamento com uma relação baseada em necessidades sexuais e que por isso tem a pretensão de ser mais plena e duradoura. Esta é denominada por relação sexual duradoura.
Com sua crítica radical à sexualidade, Reich inevitavelmente também desafiou as autoridades: o amor romântico não se faz sem ordem e tirania o suficiente.
Como o mais famoso psicanalista radical da sexualidade, Reich foi perseguido por vários grupos, psicanalistas ortodoxos, organizações religiosas, instâncias governamentais (norte-americana principalmente) e chegou a ser chamado de “fascista vermelho”.

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